Uma assinatura registrada em ata revela mais um elo entre o Banco Master e José Carlos Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A conexão passa por Guilherme Lippi, sócio do Warde Advogados, escritório que também atuava na defesa de Daniel Vorcaro, controlador do banco.
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Lippi prestou serviços jurídicos para José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do magistrado. O fato ocorreu em março de 2023. Na ata, ele assinou como advogado da Maridt Participações, empresa por meio da qual os irmãos Toffoli controlavam ações do Tayayá Resort. Trata-se de um empreendimento hoteleiro em Ribeirão Claro, no Paraná, frequentado pelo ministro. Segundo reportagem do site Metrópoles, muitos moradores da cidade dizem que ele é o verdadeiro dono do lugar.
Advogado da Maridt
O documento de 2023 registra alterações no quadro de diretores da Maridt. Filho de José Eugênio, Igor Luiz Pires Toffoli ingressou como diretor, no lugar do tio, José Carlos. O contrato com a mudança foi registrado na Junta Comercial do Estado de São Paulo.

Segundo o LinkedIn do próprio advogado, ele ingressou na Warde em 2011; portanto, já fazia parte do escritório na data da ata da Maridt. Contudo, em nota dirigida à Oeste, o escritório de advocacia negou que prestasse serviços para as empresas do irmão do ministro. “A referida empresa não é cliente da Warde Advogados, que observa, para além disso, que a banca está sujeita aos deveres de sigilo que pautam a advocacia”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de Lippi ter atuado de forma independente para os irmãos do ministro, o escritório respondeu: “Entendemos que a demanda já foi devidamente endereçada”.
Warde deixa o Master
Em janeiro de 2025, a Warde Advogados deixou de integrar a defesa de Vorcaro. Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a decisão ocorreu depois que outros grandes clientes pediram a saída do caso. Contudo, dias antes do rompimento, Walfrido Warde, nome central do escritório de advocacia, estaria à procura de advogados criminalistas, a fim de negociar uma eventual delação premiada para o banqueiro.
Caso Master no Supremo
Em 17 de novembro, a Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema de fraudes bilionárias ligadas ao banqueiro. Durante as buscas, os agentes encontraram um documento de proposta de venda de um imóvel em Trancoso, no litoral da Bahia. A compra seria realizada pelo deputado federal João Bacelar Filho (PL-BA).
A defesa usou o documento como pretexto para solicitar que o caso subisse para o Supremo, em razão do foro privilegiado do parlamentar, embora ele não fosse alvo da investigação. O pedido foi protocolado em 27 de novembro. Em 3 de dezembro, Toffoli determinou que tudo que envolvesse a Operação Compliance Zero passasse pela supervisão do STF. Alguns dias antes, em 29 de novembro, Toffoli viajou em um jatinho particular para Lima, no Peru. No mesmo voo, estava Augusto Arruda Botelho, advogado de Antônio Bull, ex-diretor de compliance do Banco Master.
O nome do ministro é José Antônio e não José Carlos.
Esse reprovado devia ser preso e expulso do país