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Política

Advogada é presa, depois de criticar delegado nas redes sociais

Detenção de Áricka Cunha provocou reação da OAB de Minas Gerais

Advogada é presa depois de criticar delegado
Jurista foi liberada mediante pagamento de fiança de R$ 10 mil | Foto: Reprodução/Instagram @arickacunha_adv

A advogada Áricka Cunha foi presa no escritório onde trabalha, na última quarta-feira, 15, em Cocalzinho de Goiás (GO), depois de criticar um despacho policial nas redes sociais.

O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos determinou a prisão por entender que a publicação configurou difamação. O caso repercutiu e levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Goiás a abrir investigação.

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Ao portal Metrópoles, a polícia informou o envio do caso à Gerência de Correições e Disciplina, responsável pela apuração.

Críticas nas redes

Áricka havia registrado boletim de ocorrência por ofensas atribuídas a um servidor público. O delegado arquivou o procedimento por considerar o fato atípico e apontar falta de efetivo.

A advogada reagiu nas redes sociais, criticou a decisão e reproduziu trechos do despacho policial. O delegado considerou o conteúdo ofensivo e determinou a prisão por suspeita de difamação.

Policiais conduziram Áricka à delegacia. Ela deixou a unidade no mesmo dia, depois do pagamento de fiança de R$ 10 mil.

Prisão da advogada gerou reação institucional

O caso mobilizou entidades e gerou manifestações públicas. Nomes como o jornalista Glenn Greenwald e a deputada Bia Kicis (PL-DF) cobraram posicionamento da OAB nas redes sociais.

Em conjunto, a OAB Nacional e a OAB Goiás pediram o afastamento do delegado e a apuração imediata dos fatos, com eventual aplicação de sanções.

O presidente da OAB, Beto Simonetti, criticou a condução da advogada. Ele afirmou que a medida configura, em tese, abuso de autoridade e viola prerrogativas da advocacia.

“O livre exercício da advocacia não admite constrangimentos ilegais nem medidas arbitrárias por parte de agentes públicos”, afirmou o presidente nacional da OAB.

O presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins, acompanhou o caso. Ele prestou assistência à advogada e acionou o sistema de defesa das prerrogativas.

Martins classificou a atitude como ilegal e arbitrária. Ele defendeu a apuração da conduta do delegado e eventual punição.

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2 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Esse babaca vai com u fuzil pendurado no pescoço, típico idiota

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