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Política

Acordo para salvar BRB impõe restrições de concursos ao DF

Medida impede reajustes salariais e criação de cargos até que o governo do DF melhore sua capacidade fiscal

BRB tem dirigentes afastados
Iniciativa busca garantir transparência e independência nas investigações sobre o caso | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Governo do Distrito Federal (GDF) não poderá conceder reajustes salariais, criar cargos ou abrir novos concursos públicos, exceto para reposição de vagas, até quitar o empréstimo destinado ao socorro do Banco de Brasília (BRB) ou atingir classificação Capag A+.

A medida faz parte do acordo homologado nesta quinta-feira, 28, pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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BRB: acordo de R$ 15 bilhões alivia crise estatal | Foto: Divulgação/BRB
Restrições acontecem depois de decisão do GDF entrar em ação para salvar a crise econômica do BRB devido ao Banco Master | Foto: Divulgação/BRB

O entendimento autoriza o Distrito Federal a contratar empréstimo de até R$ 6,5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com garantia oferecida por bancos.

Os recursos serão usados para capitalizar o BRB, que enfrenta dificuldades financeiras relacionadas ao Banco Master.

GDF terá de reduzir despesas para cumprir acordo

Uma das cláusulas obriga o GDF a seguir as restrições previstas no artigo 167-A da Constituição. As medidas entram em vigor quando despesas correntes ultrapassam 95% das receitas correntes.

Segundo o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, o índice local está atualmente em cerca de 96%. O secretário afirmou que o governo distrital descumpre o limite há três anos.

Em abril, o GDF anunciou contingenciamento e corte de despesas para tentar reduzir a pressão fiscal. “Exigiram ajuste fiscal rigoroso e já estamos fazendo desde o primeiro dia que estou aqui”, declarou Oliveira.

+ Leia também: “Fux homologa acordo para empréstimo de R$ 6,5 bilhões ao BRB

A expectativa do governo é reduzir o índice para abaixo de 95% até agosto.

O acordo também prevê acompanhamento do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que enviará pareceres periódicos ao STF e à Secretaria do Tesouro Nacional.

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