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Política

Abraham Weintraub e mulher têm salários suspensos pela Unifesp

Ex-ministro da Educação é alvo de uma denúncia interna da universidade

Weintraub Unifesp
Ele é professor do curso de ciências contábeis | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e sua mulher, Daniela Baumohl Weintraub, são alvo de apuração promovida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O motivo: uma denúncia de que a dupla recebia salários sem ter trabalhado nos últimos meses.

Weintraub é professor do curso de ciências contábeis, no campus de Osasco, mas está morando nos Estados Unidos e não teria comparecido às aulas no último semestre para lecionar.

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Mesmo assim, os vencimentos referentes a dezembro de 2022 e janeiro, fevereiro e março deste ano teriam sido repassados a Weintraub.

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A mulher do ex-ministro é professora do Departamento de Ciências Atuariais e deveria ter retornado ao trabalho no fim de novembro, quando encerrou o prazo de uma licença para tratamento de saúde em família. A docente responde a um processo administrativo por abandono de cargo.

Weintraub Unifesp
O campus da Unifesp | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em nota enviada ao jornal Folha de S.Paulo, o advogado de Weintraub disse ter solicitado, em dezembro do ano passado, uma licença para o servidor tratar de “assuntos particulares”.

Ainda de acordo com a defesa, o pedido foi negado pela reitoria da universidade “por vingança ao ex-ministro da Educação”.

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Em contrapartida, a Unifesp afirmou que o pedido foi indeferido porque esse tipo de licença está suspenso na universidade. Para a instituição, uma denúncia interna contra Weintraub foi registrada em 13 de abril e que diligências estão sendo feitas para apurar as ausências do servidor.

Saída de Weintraub da Unifesp para cargos no governo

Professor da Unifesp desde 2014, Weintraub deixou de lecionar para assumir cargos no governo Bolsonaro — primeiro como secretário-executivo da Casa Civil e depois como ministro da Educação.

Depois de deixar o ministério, Weintraub assumiu um cargo de direção no Banco Mundial, nos Estados Unidos, o que garantiu seu afastamento da universidade até outubro do ano passado.

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