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Política

A mando de Lula, ex-mensaleiro aceita concorrer à Câmara dos Deputados

João Paulo Cunha atende a convite de presidente e decide disputar vaga na Câmara em 2026

Lula e João Paulo Cunha, em 2006, quando o esquema de propinas já estava em operação no governo petista | Foto: Reprodução/Redes sociais
Lula e João Paulo Cunha, em 2006, quando o esquema de propinas já estava em operação no governo petista | Foto: Reprodução/Redes sociais

Depois de um apelo de Lula da Silva, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT) decidiu lançar-se candidato a deputado federal por São Paulo nas eleições de 2026. O ex-deputado, inclusive, já teria dado início principalmente à montagem de uma equipe de comunicação para estruturar a pré-campanha.

Entre os interlocutores que estariam cientes do processo está o deputado estadual Emídio Souza (PT), que, conforme o site Metrópoles, pretende desse modo formar uma “dobradinha” com João Paulo no próximo pleito. O ex-presidente da Câmara comandou a Casa entre 2003 e 2005, durante o primeiro mandato de Lula.

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Lula: “Pare de ganhar dinheiro em Brasília”

Em 2006 e 2012, Cunha voltou a ser eleito. Contudo, ele renunciou em 2014 depois de a Justiça o condenar no Mensalão. Em razão da pena, permaneceu inelegível por oito anos. A restrição terminou em 2022. Naquele ano, optou por não disputar as eleições. Com Lula no Planalto, Cunha voltou a circular em Brasília e a participar de eventos partidários.

Durante uma agenda em Osasco, em julho deste ano, Lula fez um apelo para que o ex-presidente da Câmara retornasse à Câmara. “João Paulo, você trata de voltar para a política, pare de ganhar dinheiro como advogado em Brasília. Vem para a porta de fábrica fazer comício”. Além de Cunha, o ex-ministro José Dirceu é outro mensaleiro que pretende disputar uma vaga na Câmara em 2026, também por São Paulo.

Leia também: “O tribunal do PT”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 297 da Revista Oeste

A Justiça condenou João Paulo Cunha no julgamento do Mensalão por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele respondeu por receber R$ 50 mil do operador do esquema, Marcos Valério, em troca de beneficiar a agência SMP&B em contratos da Câmara. Sua mulher sacou o dinheiro da corrupção em Brasília. O fato reforçou a tese de pagamento de vantagem indevida enquanto ele presidia a Casa. 

A denúncia o vinculava ao núcleo político do esquema e apontava desvio de recursos públicos em contratos de publicidade. O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou inicialmente pena de 9 anos e 4 meses de reclusão, além de multa. Depois, no entanto, o absolveu do crime de lavagem de dinheiro e reduziu a punição. Cunha cumpriu parte da pena em regime fechado antes de ir para o semiaberto. Em 2016, recebeu indulto do STF com base no perdão presidencial. Assim, se livrou da prisão.

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Se fosse num país descente, está figura seria proibida de concorrer a qualquer cargo público. Mas estamos no Brasil Tupiniquim e corrupto.🤗

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