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Política

A mais recente derrota de Marina Silva

Câmara aprovou projeto de lei que flexibiliza regras ambientais e permite melhorias em estrada que liga o Amazonas a Rondônia

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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante oitiva na CPI das ONGs - 27/11/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sofreu uma derrota na Câmara dos Deputados, na terça-feira 19.

Por 311 votos a favor e 103, contra, o Parlamento aprovou um projeto de lei (PL) para a realização de obras na Rodovia BR-319, que liga o Amazonas a Rondônia. O texto seguiu para o Senado.

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Trecho da Rodovia BR-319 | Foto: Divulgação/Dnit

Em linhas gerais, o PL flexibilizou regras de licenciamento ambiental para as melhorias serem feitas com celeridade. Além disso, o projeto determinou ao Fundo Amazônia, atualmente responsável por financiar ONGs estrangeiras, o financiamento dos gastos. O texto classificou ainda como serviços necessários canteiros de obras, terraplanagem, confecção de asfalto, construção de dormitórios e locais de passagem.

Construída em 1970, durante o regime militar, a pista de 900 quilômetros ficou abandonada na década seguinte. Atualmente, a via tem trechos nos quais é praticamente impossível transitar, em virtude da terra, que vira um lamaçal em dias de chuva. Vídeos que circulam na internet mostram veículos atolados e pessoas com dificuldades para removê-los.

Marina Silva criticava obras

Há alguns anos, Marina tem se manifestado contra obras na BR-319. Em novembro deste ano, a ministra do Meio Ambiente voltou a criticar a infraestrutura da região ao afirmar que as obras nela não são viáveis “economicamente nem ambientalmente”.

“Socialmente, até a gente entende”, disse Marina, durante oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs. “Agora, ambientalmente e economicamente, não se faz uma estrada de 400 quilômetros, no meio de floresta virgem, apenas para passear de carro, se não estiver associada a um projeto produtivo.”

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) disse que vai se articular para o texto ser aprovado quanto antes no Senado. “Essa é uma vitória importantíssima na nossa longa e incansável batalha pela recuperação da BR-319”, disse o parlamentar. “E o direito de dignidade aos amazonenses e rondonienses.”

Leia também: “Fábrica nacional de indígenas”, reportagem publicada na Edição 191 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    A esquerda não quer o desenvolvimento econômico e social da região.
    Está muito claro pela ação incestuosa das ONGs com o poder público.
    O polo industrial de Manaus produz bilhões de reais nos mais diversos setores industriais.
    Par escoar está produção utiliza o modal de navegação de cabotagem que representa 14% das movimentações enquanto o modal rodoviário tem participação de 65%.
    A pavimentação da BR 319 ligando Porto Velho/RO a Manaus/AM numa extensão de 890 km se transformará em importante eixo de escoamento da produção industrial, com reflexos nos custos logísticos, que hoje é refém das embarcações que fazem a navegação levando 5 dias de Porto Velho a Manaus e 7 dias no sentido contrário.

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    A ET vai surtar, vai expor as suas ONGs ….

  3. Christian
    Christian

    Marina: Deixa o povo trabalhar e crescer.
    Chega de condená-los a serem silvícolas para o resto das gerações.

  4. Enio Lourenco
    Enio Lourenco

    Vamos ver se passa no Senado que represa todas pautas importantes. Que aliás, esse travamento no Senado, não tem reação dos Senadores que esperávamos que fossem mais ativos nestas e outras importantes pautas, como por exemplo a da Segurança.

  5. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Os amazônidas tem todo o direito de se desenvolver e participar da economia brasileira ! Chega de atender somente aos interesses escusos de ONGs estrangeiras !

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