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Política

'A esquerda não suporta dois segundos de verdade', diz vereadora de São Paulo

Em entrevista ao Jornal da Oeste, Sonaira Fernandes (PL-SP) comentou os embates recentes entre esquerda e direita na Câmara Municipal

A vereadora Sonaira Fernandes (PL-SP) durante entrevista ao Jornal da Oeste | Foto: Reprodução/YouTube/Jornal da Oeste
A vereadora Sonaira Fernandes (PL-SP) durante entrevista ao Jornal da Oeste | Foto: Reprodução/YouTube/Jornal da Oeste

Em entrevista ao Jornal da Oeste nesta sexta-feira, 7, a vereadora de São Paulo, Sonaira Fernandes (PL-SP), declarou que a esquerda “não suporta dois segundos de verdade”.

Ela mencionou o caso do vereador Lucas Pavanato (PL-SP), processado por dizer que a vereadora transexual Amanda Paschoal (Psol) é “biologicamente homem”. Em reação, Amanda o denunciou ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por “injúria transfóbica”.

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Sonaira afirmou que o caso de Pavanato é semelhante ao que ocorreu com ela em 2021, quando a então vereadora Érika Hilton (Psol) a criticou depois de seu primeiro discurso.

Na ocasião, Sonaira teria dito que a feminilidade e a masculinidade estavam sendo distorcidas, e Érika a chamou de “transfóbica e homofóbica” na tribuna.

“Essas palavras foram suficientes para que ela fizesse os ‘elogios’ que eles geralmente fazem”, disse Sonaira. “Eu a presenteei com uma Bíblia, e disse que eu estava apenas reafirmando uma verdade incontestável: homem é homem, mulher é mulher. A esquerda não suporta dois segundos de verdade.”

Ainda de acordo com a parlamentar, Pavanato conta com o apoio incontestável da bancada do PL na Câmara Municipal e está correto em suas palavras.

Esquerda tenta emplacar ideologia de gênero em projetos de lei disfarçados, relata vereadora

Na entrevista, Sonaira também afirmou que há um forte movimento na Câmara Municipal para avançar com projetos de lei sobre pautas progressistas.

Segundo ela, a transição de gênero tem sido uma das principais pautas desde o fim do ano passado, e a esquerda teria tentado incluir o tema na votação final do orçamento.

O aborto também foi discutido. Sonaira relata que há uma militância para que o “aborto legal” seja implementado e financiado com dinheiro público da Prefeitura de São Paulo. Além disso, disse que a Bancada da Educação na Câmara é “onde está o perigo”.

Direita está mais posicionada

Segundo a parlamentar, a direita na Câmara Municipal está bem posicionada, o que a tranquiliza, já que nos anos anteriores ela fez oposição à esquerda “praticamente sozinha”.

Esses posicionamentos se refletem em uma postura mais firme em relação às pautas conservadoras e no combate às iniciativas progressistas promovidas pela bancada esquerdista.

Sonaira também afirmou que a direita está dedicada a expor o que chamou de “absurdos” do governo Lula.

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