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No Ponto

Defensoria volta a apontar violação de direitos de Tagliaferro por Moraes

Órgão reiterou pedido para não atuar no processo do perito

eduardo tagliaferro
Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, e o ministro Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Redes sociais

Nesta segunda-feira, 4, a Defensoria Pública da União (DPU) voltou a apontar uma série de violações de direitos no processo de Eduardo Tagliaferro cometidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O perito atuou como assessor do juiz do STF, durante a presidência do magistrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2022. Tagliaferro é o responsável por vazar mensagens que levaram à Vaza Toga. O escândalo revelou a existência de um “gabinete paralelo” no TSE voltado a favorecer Lula na disputa contra Jair Bolsonaro.

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Em linhas gerais, no novo parecer, a DPU reiterou a solicitação que fez anteriormente para que sejam anulados atos da ação penal contra Tagliaferro.

O órgão sustentou que o ex-assessor deveria ter sido intimado pessoalmente, por carta rogatória, em vez de edital, antes da substituição dos advogados originalmente constituídos, Paulo Faria e Filipe de Oliveira.

Além disso, a DPU voltou a pedir para não defender Tagliaferro. “A DPU interpôs agravo regimental contra a decisão que manteve a sua nomeação, apesar da ausência de intimação pessoal do acusado para a constituição de novos advogados”, observou a Defensoria. “Requereu, cautelarmente, a suspensão do processo até o julgamento do mérito do agravo, inclusive para evitar a repetição de atos processuais que poderiam ser declarados nulos pelo órgão colegiado competente. O eminente ministro relator não apreciou o pedido de reconsideração inerente ao recurso do agravo regimental e não apreciou o pedido de suspensão da instrução processual antes do início da audiência.”

A manifestação da DPU ocorreu depois de Moraes forçá-la a continuar no caso. O juiz do STF chegou a falar que não admitiria “litigância de má-fé”.

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Tagliaferro réu

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (4/9/2024) | Foto de Ton Molina/NurPhoto

Em novembro do ano passado, a 1ª Turma do STF recebeu denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre Tagliaferro.

Conforme a PGR, o perito cometeu violação do sigilo funcional ao divulgar diálogos, além de coação no curso do processo e obstrução da justiça.

Leia também: “A verdade sempre vaza”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 290 da Revista Oeste

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