Nesta segunda-feira, 23, o senador Magno Malta (PL-ES) requereu as imagens da cela onde ficou Luiz Felipe Mourão, o “Sicário”, morto há alguns dias.
Mourão era braço direito do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e ficou conhecido depois de uma operação da Polícia Federal (PF).
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Malta quer registros de câmeras de segurança da carceragem da Superintendência Regional da PF em Belo Horizonte (MG), onde Sicário tentou se matar.
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Obtido por Oeste, o documento solicita a cópia integral de apurações da PF a respeito do caso, além de relatórios, despachos e escalas de plantão de agentes. Malta o apresentou no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado.
Conforme Malta, a morte do Sicário, enquanto se encontrava sob custódia do Estado, se trata de fato de “extraordinária gravidade institucional e de inequívoca relevância para os trabalhos” da CPI.
“O episódio foi marcado por divergências entre comunicados e notas divulgadas à imprensa sobre a evolução clínica do custodiado nas horas subsequentes”, observa Malta. “O que suscitou, de forma legítima, questionamentos quanto à transparência e à necessidade de imediata preservação e acesso aos registros oficiais.”
Malta pede a convocação de desembargador e governador investigados
O senador também apresentou ao colegiado dois requerimentos de convocação. Um para o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), e outro para o governador do Espírito Santo (ES), Renato Casagrande.
A PF prendeu Neto, em dezembro de 2025, suspeito de vazar a Operação Zargun, que levou à prisão do então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, três meses antes.
De acordo com Malta, a trajetória recente do magistrado indica que os episódios atualmente sob apuração não se tratam de casos isolados e, por isso, “verifica-se a existência de um histórico de condutas que, embora posteriormente revistas ou anuladas, revelam cenário persistente de suspeitas quanto ao exercício funcional”.
“Sua oitiva permitirá esclarecer as circunstâncias de sua relação com investigados ligados ao tráfico, a natureza de suas interações com autoridades estaduais, eventuais vínculos com operadores financeiros de facções”, destaca o senador. “E seu papel em episódios de vazamento de informações sigilosas, contribuindo de forma decisiva para o avanço das investigações parlamentares.”
Em relação ao governador do Espírito Santo, o parlamentar destaca que seu depoimento é essencial para obter esclarecimentos sobre a troca direta de mensagens entre ele e Macário.
Segundo Magno Malta, as mensagens indicariam que o governador solicitou rapidez, atenção e “carinho” na tramitação de um processo judicial que beneficiaria o então prefeito de Montanha, André Sampaio, ligado ao PSB, partido do governador. Dias depois, conforme a mesma documentação, o desembargador respondeu informando que a situação estaria resolvida.
Leia também: “O choro sem lágrimas”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 314 da Revista Oeste
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Onde essa cara morava ? Enterrado aonde ?
Senador Magno Malta é valente!