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No Ponto

Secretaria do GSI diz que não tinha informações sobre risco de ataques a prédios públicos

Segundo a Abin, o órgão era alertado desde 6 de janeiro

8 de janeiro
Foto registra momento em que a polícia afasta manifestantes do 8 de janeiro que tentavam invadir o Palácio do Planalto - 08/01/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial (SCP), subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), informou que, no dia 7 de janeiro, não sabia da possibilidade de manifestações violentas ou de risco de depredação a prédios públicos em Brasília.

A informação consta em um documento enviado pelo GSI à CPMI do 8 de janeiro, obtido por Oeste. Segundo o ofício, em 6 de janeiro, secretaria solicitou ao Comando Militar do Planalto (CMP) que as organizações militares escaladas para reforço mantivessem seus efetivos preparados para 7, 8 e 9 de janeiro — se fossem acionadas pelos órgãos de inteligência.

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“Não tínhamos informação alguma de que pudessem ocorrer manifestações de caráter violentos, com riscos de depredação de prédios públicos, na Praça dos Três Poderes, não justificando, assim, a manutenção das tropas em reforço no Palácio do Planalto“, diz o documento.

Documento do GSI enviado à CPMI do 8 de Janeiro | Foto: Reprodução

A informação enviada à CPMI não bate com a cronologia daquele final de semana. Agência Brasileira de Inteligência (Abin) recebeu 11 alertas desde 6 de janeiro até o início dos ataques. Os informes foram enviados via WhatsApp ao então ministro do GSI, general Gonçalves Dias.

Às 19h40 do dia 6, o primeiro alerta foi enviado, via WhatsApp, a membros do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e da Célula Integrada de Inteligência de Segurança Pública do DF. Além de G.Dias, os destinatários do grupo foram 13 órgãos. O aviso já mencionava o “risco de ações violentas contra edifícios públicos e autoridades”.

No dia 8 de janeiro, foram mais três alarmes. Às 9 horas, a Abin comunica: “Após uma discussão acalorada entre os acampados, ficou decidido que os manifestantes partirão em marcha para a Esplanada às 13h”. Outros três avisos foram realizados antes de o grupo romper a barreira da polícia.

Conforme a SCP, às 11:55h do dia 8, a secretaria foi informada da marcha dos manifestantes — que estavam no acampamento em frente ao quartel-general, em Brasília –, para a Esplanada dos Ministérios. Até às 12h50 do dia 8, porém, a SCP afirma que “não haviam indícios de manifestações violentas”.

“Acionamos 33 agentes orgânicos e um pelotão de choque com 38 militares para reforço na tropa de serviço; O pelotão se apresentou no Palácio do Planalto por volta das 12h50. Ressalte-se que não havia, no momento, indícios de manifestações violentas“, informou.

A secretaria do GSI, no entanto, destacou que, antes do início da marcha, já havia um pelotão posicionado nas instalações presidenciais e outra tropa no Batalhão da Guarda Presidencial (BGP).

“A manifestação aparentava estar controlada e conduzida de maneira pacífica pela Polícia Militar do Distrito Federal”, salientou o SCP. Conforme a Abin, às 15 horas, os manifestantes furaram o bloqueio da polícia e foram em direção ao Congresso Nacional.

Cerca de dez minutos depois, a Casa Legislativa começou a ser depredada. Às 15h50, o Palácio do Planalto foi invadido e, cinco minutos depois, o Supremo Tribunal Federal foi vandalizado. O efetivo convocado não conteve os manifestantes.

A tropa do BGP foi acionada logo após os vândalos furarem a barreira da polícia, segundo a SCP. Eles teriam chegado ao Planalto às 15h40. A invasão ao Planalto teria acontecido em razão da “superioridade numérica” dos depredadores em relação aos agentes de segurança, diz a secretaria.

“Foi acionada uma fração de 124 militares que chegou ao Planalto por volta das 16h40”, concluiu o órgão. “Outras tropas em reforço, de 166 militares, chegaram em torno de 17h15, finalizando a retomada das instalações e a prisão dos invasores.”

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A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

2 comentários
  1. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Quanto mais falam mais se contradizem e as provas aumentam contra esses pilantras

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