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No Ponto

Quase metade do país percebe aumento da população de rua, mostra pesquisa

O levantamento do Ibespe, obtido por Oeste, mostrou variações importantes entre faixas de idade, escolaridade, religião e voto

morador de rua 8 de janeiro
O Ibespe ouviu 1.010 pessoas entre 3 e 10 de novembro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na segunda-feira 1°, o Instituto de Planejamento Estratégico (Ibespe) informou que quase metade dos brasileiros percebeu aumento de moradores de rua ao longo dos últimos meses.

Conforme a pesquisa obtida por Oeste, o porcentual atinge 48,3%, enquanto 49,5% não notaram crescimento.

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Apenas 2,2% não souberam responder.

O Ibespe ouviu 1.010 pessoas entre 3 e 10 de novembro. A margem de erro é de 3,1 pontos, com 95% de confiança.

Sudeste lidera percepção sobre moradores de rua

A percepção de aumento é mais forte no Sudeste, onde 61% dos moradores afirmam ter visto mais mendigos.

O Sul aparece com 55,8%, seguido do Norte, com 50%. No Centro-Oeste, o índice é de 36,5%, e no Nordeste, 35,6%.

Perfil de quem percebe o aumento

A pesquisa mostrou variações importantes entre faixas de idade, escolaridade, religião e voto.

Entre os entrevistados com ensino superior, 54,4% afirmam ter percebido crescimento da população de rua.

Para os mais jovens (16 a 24 anos), o índice cai para 31,8%; já na faixa de 45 a 59 anos, sobe para 55,2%.

O relatório também registra diferenças segundo o comportamento político. Entre eleitores de Jair Bolsonaro, 55,5% dizem ter notado aumento, enquanto entre os que votaram em Lula, o número é de 41,2%.

Meios de informação influenciam percepção

A forma como o brasileiro se informa também afeta a sensibilidade ao problema. Conforme o Ibespe:

  • 62% dos que se informam por jornal impresso;
  • 52,2% dos que se informam por portais de notícias;
  • 48% dos que se informam por TV;
  • 47,2% dos que acompanham redes sociais.

Entre os que não buscam informação, apenas 20,7% notaram aumento.

Fechamento de comércios

O estudo também mediu a percepção sobre o fechamento de lojas. Nesse item, 34,3% afirmaram ter notado o fechamento de estabelecimentos, contra 63,6% que não o notaram.

O fenômeno, porém, aparece de forma secundária no levantamento, atrás da preocupação com o avanço da população de rua.

Leia também: “Inocência assassinada”, reportagem publicada na Edição 250 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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4 comentários
  1. Fabian Berman
    Fabian Berman

    Para o desgoverno é bom ter muitos miseráveis nas ruas e muita gente dependendo de bolsa família para continuar votando no PT

  2. Eduardo
    Eduardo

    “Quase metade do país percebe aumento da população de rua”.
    A outra metade não percebe porque votou no quadrúpede que está governando o país hoje e se tornaram cegos pela ideologia.
    Finalizando : “ Se existe um imbecil na presidência da república é porque quem o elegeu está bem representado”.

  3. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Aumento de moradores de ruaa: conseqüência de ter feito o L em 2022.

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