O Progressistas (PP) quer manter o nome do senador Esperidião Amin como candidato à reeleição em 2026 por Santa Catarina. A cúpula da legenda considera que o compromisso firmado com o Partido Liberal (PL) para a disputa das duas vagas no Senado deve ser cumprido integralmente.
O acordo previa uma chapa mista: Amin iria pelo PP e um nome seria indicado pelo PL. A deputada federal Carol De Toni havia recebido o apoio do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, para ser a escolha do PL. Mas o ex-presidente Jair Bolsonaro optou por um dos filhos, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), para concorrer à mesma vaga no Senado.
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Esse pacto, com um único nome indicado por partido, garantiria uma frente ampla de direita no Estado e preservaria o espaço político das duas legendas que compõem a base do governador catarinense. A manutenção do acordo passou a ser questionada depois que De Toni reafirmou a intenção de concorrer ao Senado. A parlamentar é considerada um dos principais quadros do bolsonarismo no Estado e, segundo levantamentos recentes, figura entre os nomes mais competitivos da disputa. De acordo com a Paraná Pesquisas, Carlos lidera as intenções de voto, com 22,2%. De Toni aparece na sequência, com 19,9%, seguida por Décio Lima (PT), com 17,2%, e Esperidião Amin (PP), com 14,5%.
O PP sustenta que o acordo não incluía dois nomes do PL. Qualquer candidatura fora do arranjo inicial poderá abrir uma fissura na base governista.
O dilema de Jorginho Mello
O governador, por sua vez, tenta equilibrar duas forças: de um lado, o acordo com o PP, fundamental para garantir tempo de TV e capilaridade política; de outro, a influência direta de Bolsonaro, que lançou Carlos como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.
Em público, Jorginho evita conflito. Em privado, interlocutores afirmam que o governador sabe do custo político de romper com o PP. Sem a federação União–PP, o PL perderia força estrutural no Estado e correria o risco de disputar isoladamente com o PSD de João Rodrigues, que deve ser o principal adversário do governador em 2026.

Como revelou Oeste, a candidatura de De Toni pode não vir pelo PL. O Novo, por exemplo, é um dos partidos que fizeram convite para a deputada concorrer ao Senado em 2026. A depender do acordo a ser costurado com a direita catarinense, De Toni poderá receber apoio dos aliados de Bolsonaro mesmo se concorrer por outras legendas.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) e o próprio Carlos manifestaram apoio a De Toni. Para concorrer pelo partido do ex-presidente, a parlamentar teria de contar com a desistência de Carlos ou com a quebra de acordo entre o PP e o PL.
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