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No Ponto

Parlamentares esquerdistas participam de julgamento de Bolsonaro

Nesta primeira sessão da 1ª Turma do STF, marcaram presença os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ)

Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1
Primeiro dia de julgamento do 'núcleo crucial' da suposta tentativa de golpe na 1ª Turma do STF - 2/9/2025 | Foto: Luiz Silveira/STF

O começo do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 2, contou com a presença de parlamentares ligados à esquerda. A sessão marcou o primeiro dia de análise do processo, que deve se estender por dez dias.

Logo cedo, por volta das 8h30, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), chegou ao prédio do STF e acompanhou os trabalhos sentado na terceira fileira do plenário. Ao seu lado estavam o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e as deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

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+ ‘Estou acompanhando’, diz Bolsonaro sobre julgamento

No período da tarde, Lindbergh retornou ao plenário acompanhado do correligionário Rogério Correia (PT-MG). Ambos ocuparam lugares próximos ao jornalista Gerson Camarotti, do Grupo Globo.

Julgamento de Bolsonaro

Durante a tarde desta terça-feira, foi retomada a sessão. Agora, os advogados de defesa dos réus fazem suas sustentações orais. São julgados Bolsonaro e os seguintes réus:

  • Walter Braga Netto;
  • Augusto Heleno;
  • Alexandre Ramagem;
  • Anderson Torres;
  • Almir Garnier;
  • Paulo Sérgio Nogueira; e
  • Mauro Cid.
Jair Bolsonaro conversa com advogado diante de Alexandre de Moraes em interrogatório no STF | Foto: Gustavo Moreno/STF
Jair Bolsonaro conversa com advogado diante de Alexandre de Moraes em interrogatório no STF. Ex-presidente não acompanha o julgamento desta terça-feira, 2, na Corte | Foto: Gustavo Moreno/STF

O ex-presidente, que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, não acompanha o julgamento no STF. Segue na casa dele em Brasília. Ao chegar à Corte na manhã de hoje, o advogado Celso Vilardi afirmou que Bolsonaro “não está bem de saúde”.

Bolsonaro e os outros sete réus do “núcleo 1” respondem a cinco acusações:

  1. tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito;
  2. tentativa de golpe de Estado;
  3. organização criminosa armada;
  4. dano qualificado; e
  5. deterioração de patrimônio tombado.

Se for condenado em todos os crimes listados ao STF pela Procuradoria-Geral da República, Bolsonaro pode pegar pena de 43 anos de prisão. Se isso ocorrer, terá de cumprir pelo menos 12 anos em regime fechado.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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