Em entrevista a Oeste, parlamentares de oposição reagiram com dureza ao anúncio de que parlamentares do PT irão pedir a anulação da votação que autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A sessão da CPMI do INSS que aprovou os requerimentos acabou suspensa, na quinta-feira 26, por conta de uma confusão no plenário, com troca de acusações, gritos e tentativa de obstrução dos trabalhos.
O tumulto foi protagonizado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que partiu para cima da Mesa Diretora da CPMI logo depois da aprovação das quebras de sigilos de Lulinha.
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O deputado Maurício Marcon (PL-RS) afirmou que a votação seguiu o rito constitucional e que o governo acabou aprovando, sem conseguir reverter, o requerimento que incluía o filho do presidente.
“O que aconteceu é que nós fizemos exatamente o que o governo queria: aprovamos todos os requerimentos para quebrar sigilo de todo mundo”, afirmou. “Mas dentre esses requerimentos o governo perdeu a narrativa, porque estava a quebra de sigilo do Lulinha. Eles falavam para a população que queriam investigar, mas na realidade não queriam investigar nada.”

Marcon disse que a estratégia que aprovou a quebra de sigilo foi regimental e afirmou que a base governista não tem argumentos para conseguir a anulação dos requerimentos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“A oposição fez uma manobra regimental dentro da Constituição, tudo certinho, e o governo caiu na armadilha e aprovou juntamente a quebra de sigilo do Lulinha”, destacou. “Não tem mais como voltar atrás. (…) Por óbvio, eles estão tentando de todo jeito enterrar a história do Lulinha, mas hoje deram um tiro no pé.”

Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), o pedido de anulação é uma tentativa de reverter uma derrota política: “É reclamação de perdedor que não respeita o processo democrático”. “Durante toda a CPMI, a gente vem assistindo a base de governo blindando todos os requerimentos, convocações, quebras de sigilo.”
Ao ser interpelado se vê risco real de anulação da decisão, respondeu: “Acho que não tem risco nenhum. Só recorrendo ao Papa, talvez. Mas eu acho que não vai ser o caso.”
O senador também avaliou que a reação da base contradiz declarações anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse não ter receio de que o filho fosse investigado.
“Se não houvesse preocupação, a base teria concordado”, analisou. “Ficou muito claro que a orientação do governo era votar contra qualquer requerimento que contrariasse os interesses da base.”

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) também criticou a atuação dos parlamentares petistas, os quais “empurraram, caíram literalmente na porrada pra defender, para blindar o Lulinha.”
“O que nós conseguimos foi a quebra de sigilo bancário e fiscal do Lulinha”, destacou. “E a gente ainda falou: pode chamar quem quiser do nosso lado, de todos os lados, porque nós vamos colocar quem roubou dos aposentados na cadeia. E Lulinha vai ter o seu sigilo fiscal quebrado. É isso.”
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Pra anular a quebra do sigilo , esse processo teria que cair na mao de uma só pessoa. Imaginem quem seria ….