Nos corredores do Congresso, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), optou pelo silêncio depois de uma sequência de reveses para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva — derrubada do veto ao PL da Dosimetria e reprovação do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Alcolumbre foi interpelado sobre as votações históricas que impuseram às derrotas ao governo Lula, mas evitou comentar os resultados: “Não vou responder nenhuma pergunta”.
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Também não respondeu quando perguntado sobre a articulação política por trás da derrota do governo em relação à rejeição do nome de Jorge Messias ao STF. Em tom evasivo, declarou: “Vocês sabem de mais coisa do que eu”.
Interpelado se iria tentar que Lula indicasse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao STF, Alcolumbre ficou em silêncio.
Derrotas sequenciais ao governo Lula
O silêncio ocorreu depois de dois episódios consecutivos que expuseram dificuldades do Planalto no Congresso.
+ O papel de Alcolumbre na derrota de Messias ao STF

Na quarta-feira 29, o Senado rejeitou em votação secreta a indicação de Messias para o STF. O nome escolhido por Lula recebeu 34 votos favoráveis, mas foi barrado por 42 votos contrários — a primeira rejeição de um indicado ao Supremo desde 1894.
Nos bastidores, a indicação já enfrentava resistência desde o início. Como mostrou a Oeste, Alcolumbre não teria demonstrado entusiasmo com o nome e atuou de forma discreta na condução do processo, sem mobilizar uma base sólida de apoio ao indicado.
Congresso garante a dosimetria
No dia seguinte, o Congresso voltou a impor derrota ao governo ao derrubar o veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria das penas relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Na prática, a decisão abre espaço para revisão das penas pelo Supremo Tribunal Federal. A votação registrou ampla maioria pela derrubada do veto:
- Câmara dos Deputados: 318 votos pela derrubada, contra 144 pela manutenção;
- Senado Federal: 49 votos pela derrubada, contra 24 pela manutenção.
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