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No Ponto

O que Dino disse sobre o 8 de janeiro

Segundo o ministro, a Abin não avisou a pasta sobre os atos de vandalismo

Flávio Dino tragédia Blumenau
Dino foi convidado para prestar alguns esclarecimentos na CCJ da Câmara dos Deputados | Foto: Foto: Divulgação

O ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou, nesta terça-feira, 28, sobre a ação do governo federal, em especial do Ministério da Justiça, durante os atos de depredação do 8 de janeiro.

Dino foi convidado para prestar alguns esclarecimentos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, a Agência Brasileira Nacional de Inteligência (Abin) não avisou ao ministério sobre os atos de vandalismo.

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Na ocasião, ele havia sido interpelado pela deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) sobre uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo. No texto, o veículo cita que o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), ligado à Abin, foi avisado sobre a possibilidade de invasão em Brasília. A pasta da Justiça integra o Sisbin. Carol perguntou se Dino iria processar a Folha.

“A Folha não disse que eu recebi o aviso da Abin”, respondeu Dino. Posteriormente, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) insistiu no questionamento e mencionou uma outra reportagem da CNN Brasil, que fala sobre o mesmo tema, inclusive, citando o ministro nominalmente. Dino não retornou ao assunto.

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O segundo questionamento sobre o 8 de janeiro foi em relação ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). De acordo com uma reportagem da revista Veja, o órgão dispensou o policiamento da Praça dos Três Poderes um dia antes dos ataques. “O GSI não se encontra sob a autoridade do Ministério da Justiça. Nem a Polícia Legislativa do Senado e da Câmara são nossa responsabilidade”, explicou Dino.

Dino no Ministério da Justiça

No dia dos atos de vandalismo, Dino fez uma publicação em seu perfil no Twitter dizendo que estava no ministério. Contudo, no início da CCJ, ele disse que não estava no local no dia da invasão. Minutos depois, Caroline o interpelou sobre o tema e ele disse que não estava no ministério no início dos atos, mas que chegou depois.

“No início dos atos, eu não estava, mas depois eu fui”, contou. “O que eu disse é que primordialmente não estava. Além disso, quando eu falei que o contingente de policiais não era suficiente, eu havia acabado de chegar ao ministério.”

Intervenção federal no Rio Grande do Norte

A deputada catarinense ainda interpelou Dino sobre o motivo de o governo federal ainda não ter decretado uma intervenção federal no Rio Grande do Norte (RN) — onde ataques criminosos estão acontecendo por todo o Estado nas últimas semanas.

Para Caroline, “bastou um dia de baderna em Brasília” para que o governo decretasse intervenção federal, mas no RN isso não aconteceu.

“A crise no RN está em superação com a ação conjunta do governo federal com o Estado”, explicou Dino. “Não há ainda nenhum motivo para uma medida extrema como essa, e espero que não seja necessário.”

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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0 comentários
  1. Almicre Piovezan
    Almicre Piovezan

    É o legítimo dinossauro: grande, mas de cérebro pequeno.

  2. Motta
    Motta

    Você com um revólver na mão é mesmo bicho feroz, sem ele anda rebolando e até muda de voz!
    A legenda é sua…

  3. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    Em Brasilia poucas horas foram suficientes para uma Intervenção Federal e no RGN 15 dias não são suficientes ?

  4. Edson TC
    Edson TC

    Se o RN fosse governado por alguém do PL ou algum partido assim da oposição, teriam intervido no dia seguinte também… Mas como é dos partidos alinhados ‘a esquerda, a companherada não vai ser punida com intervenção…

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