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No Ponto

O desentendimento interno no PT depois das eleições

Presidente do partido, Gleisi Hoffmann criticou declarações do ministro Alexandre Padilha e do deputado Washington Quaquá

gleisi hoffmann petrobras - Gleisi Hoffmann, com cabelo loiro na altura dos ombros, vestindo um blazer vermelho e uma blusa da mesma cor, está sentada com as mãos cruzadas na frente dela. A expressão é séria e contemplativa. Atrás, há um fundo desfocado com cores verdes e azuis. Há uma garrafa de água azul e uma taça com uma bebida clara à frente da petista
Gleisi Hoffmann disse que o PT precisa repensar seu discurso para a próxima eleição | Foto: | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Partido dos Trabalhadores (PT) parece passar por uma pequena crise interna depois do resultado que consolidou sua derrota nas eleições municipais. O desentendimento se iniciou nesta segunda-feira, 28, depois de o ministro Alexandre Padilha ter dito que a sigla ficou na “zona de rebaixamento”.

Padilha declarou que o PT elegeu “cidades importantes” no segundo turno, mas precisava de um “esforço de recuperação”. “O PT é o campeão nacional das eleições presidenciais, mas, na minha avaliação, não saiu ainda do Z4 que entrou em 2016 nas eleições municipais”, acrescentou.

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A fala do ministro de Lula gerou reações internas. O deputado federal Jilmar Tatto (SP), secretário nacional de comunicação do PT, criticou o posicionamento durante reunião da executiva do partido: “Parece que tem ministro jogando futebol de várzea, sem articulação nenhuma. É um barata-voa.”

+ Padilha tenta minimizar derrota avassaladora do PT

Ainda na reunião, a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, afirmou que a declaração do ministro tinha sido “desrespeitosa”. “Inclusive eu convidei Padilha para vir aqui, mas ele disse que não podia”, relatou.

Mais tarde, Gleisi criticou Padilha publicamente. Afirmou que era preciso “refrescar a memória” do ministro. “Pagamos o preço, como partido, de estar num governo de ampla coalizão. E estamos numa ofensiva da extrema direita”, escreveu no Twitter/X.

“Ofender o partido, fazendo graça, e diminuir nosso esforço nacional não contribui para alterar essa correlação de forças”, continuou. “Padilha devia focar nas articulações políticas do governo, de sua responsabilidade, que ajudaram a chegar a esses resultados. Mais respeito com o partido que lutou por Lula Livre e Lula Presidente, quando poucos acreditavam.”

Gleisi defende apoio do PT em Boulos

Em coletiva de imprensa na noite desta segunda-feira, 28, Gleisi Hoffmann também criticou diretamente as falas de Jilmar Tatto e do deputado federal Washington Quaquá, prefeito eleito de Maricá (RJ). Eles definiram como um “erro” o apoio do PT à candidatura de Guilherme Boulos (Psol) para a Prefeitura de São Paulo. 

“Eu discordo completamente, assim como a maioria”, afirmou. “O Boulos foi o candidato que nós apoiamos nas eleições de 2020 que foi para o segundo turno e teve 40% dos votos. Depois, foi o deputado que teve mais de 1 milhão dos votos.”

A presidente do partido esclareceu que o psolista cumpria um “quadro” do que era esperado para São Paulo. Destacou que o deputado federal tinha “competitividade”. 

+ Gleisi fala em ascensão da ‘extrema direita’ para reduzir derrota do PT

“Eu me pergunto: ‘Quem do PT iria disputar ou que outra candidatura iria ser construída?’”, indagou. “Tinha de ser Boulos, sim, foi o melhor candidato que nós tivemos. Teve um desempenho impressionante nas eleições, com coragem, ousadia e em nenhum momento deixou de ir para o combate.”

Gleisi Hoffmann ainda disse que não poderia ser “esquecido” que, “nos piores momentos”, Boulos se fez presente. Citou como exemplos a prisão de Lula e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Ele poderia, muito bem, ao ser líder de um partido de esquerda, fazer uma disputa política conosco em um momento em que estávamos enfraquecidos. Esse tipo de coisa não pode ser esquecida na política”, acrescentou.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

9 comentários
  1. Luiz Renato
    Luiz Renato

    Essa moça cretina e corrupta desempenha o papel dela com louvor: defende o indefensável e vê o que não existe!

  2. MNJM
    MNJM

    O PT derreteu o povo deu a resposta nas urna,s em 2026 será pior.
    O povo está saturado do Consórcio Lula/STF péssima administração federal e a ditadura imposta por prisões abitrarais, perseguição politica, cancelamento de redes sociais, fazem o diabo e ainda tem a cara de pau de dizer que é para defender a democracia. O povo acordou.
    PT e STF não aceitam criticas deveriam fazer um meia culpa para enxerga o caos.

  3. Flavio Luiz Fonseca
    Flavio Luiz Fonseca

    Esse partdido PT e seus componentes são pessoas indesejáveis a humanidade. Mantem a pobreza no Brasil para conseguirem votos e se elegerem eternamente. Bando de mentirosos e usurpadores do Brasil.

  4. Adailton Ribeiro de Oliveira
    Adailton Ribeiro de Oliveira

    O PT ainda não foi destruído em sua totalidade, mas a direita não ganhou as eleições, foi o CENTRÃO, que dizem direita permitida ou uma esquerda menos danosa. O Orgulho da família Bolsonaro e a falta de humildade para reconhecer os erros, tem feito que eles percam capital político, principalmente o Bolsonaro, os filhos dele, não fazem muito, na verdade, esses não fazem muito e o pior de todos é o Flávio, até agora, e todos sabem porquê.

  5. KARIN STEPPE
    KARIN STEPPE

    Não dá nada. Eles morrem juntos na mentira, na briga.

  6. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    PT deveria rever a sua ideologia. Ideias presas no catecismo de Karl Marx, flertes com ditadores, simpatizante de criminosos e terroristas, aliados com o que há de pior no mundo… Deveria faxinar a prática da gastança (remover a “esbanja” símbolo do ridículo e do fútil), acabar com o aumento de impostos, refletir sobre a incompetência e refletir sobre o rombo nas estatais. Não basta jogar dinheiro do povo em propaganda para enganar. A TV e suas imagens laqueadas não engana mais. As redes sociais são o diálogo do povo, mesmo com todos os exageros, a verdade escoa por elas no meio de muito esgoto e sobrevive, mesmo diante de toda a censura.

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