O Novo rejeitou a possibilidade de Romeu Zema ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Ronaldo Caiado (PSD). A decisão frustra os planos do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que ainda aposta nessa composição para as eleições deste ano.
“Se Zema receber de Caiado a proposta para ser vice, vamos propor o contrário: que Caiado seja vice de Zema”, disse um dirigente do Novo a Oeste.
Receba nossas atualizações
De um lado, Kassab tenta viabilizar uma chapa competitiva em torno do ex-governador de Goiás, que será candidato à Presidência. De outro, o Novo já se movimenta em outra direção, mais alinhada ao PL e ao entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas últimas semanas, dirigentes do Novo intensificaram articulações para emplacar Zema como vice em uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro. Como mostrou Oeste, a movimentação envolve nomes como Marcel van Hattem e Deltan Dallagnol, que atuam para consolidar a aproximação entre os dois partidos.
Em diversas alas do PL, Zema é visto como o nome ideal para a Vice-Presidência. Aliados de Bolsonaro acreditam que o ex-governador mineiro combina perfil técnico, discurso liberal e baixa rejeição, além de ampliar a presença eleitoral em Minas Gerais — segundo maior colégio eleitoral do país, com cerca de 16,5 milhões de eleitores.
Novo quer cumprir a cláusula de barreira
A escolha do Novo também passa pelos desafios do partido no Congresso Nacional. A legenda precisa superar a cláusula de barreira em 2026 para manter acesso ao fundo eleitoral e ao tempo de rádio e TV. Pelas regras atuais, será necessário alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em ao menos um terço dos Estados, ou eleger 13 deputados federais com essa mesma distribuição. Hoje, o partido tem cinco parlamentares.
Dirigentes do Novo avaliam que uma aliança com o PL pode ajudar a atingir esse objetivo. A expectativa é que, em troca da indicação de Zema como vice, o partido de Bolsonaro apoie candidaturas do Novo à Câmara.
+ Saiba mais sobre os bastidores da política em No Ponto
Esse tipo de acordo já vem sendo testado em disputas regionais. Em Santa Catarina, o prefeito de Joinville, Adriano Silva, foi escolhido como vice na chapa do governador Jorginho Mello (PL). No Paraná, lideranças das duas siglas atuaram para levar Sergio Moro ao PL, com apoio do Novo, dentro de uma estratégia semelhante de divisão de espaço político.
Mesmo assim, Kassab mantém a tentativa de atrair Zema para a chapa de Caiado. A aposta do dirigente é que o crescimento do ex-governador goiano nas pesquisas possa tornar a aliança mais palatável.
Os números, por ora, não ajudam. Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, registrado no TSE sob o número BR-00873/2026, indica um cenário de forte polarização. Na pesquisa estimulada de primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 41,3% das intenções de voto, contra 37,8% de Flávio Bolsonaro. Os outros nomes seguem distantes: Ronaldo Caiado (3,6%) Romeu Zema (3%), Renan Santos (1,2%) e Aldo Rebelo (1,1%).
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].







































A bixona chefona do PSD só quer arranjar um movimento para depois extorquir os finalistas do segundo turno para arrebanhar poder, cargos e empresas para saquearam os recursos. Graças a Deus pularam fora desse Sarney do Sudeste.