Nesta terça-feira, 15, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar ao pastor Jorge Luiz dos Santos, 59, condenado a 16 anos de cadeia, por causa do 8 de janeiro. A reportagem revelou o caso de Santos e tem acompanhado os seus desdobramentos.
Moraes ignorou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou pela não concessão do benefício.
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A PGR emitiu o seu posicionamento negativo, apesar de laudos médicos indicarem problemas graves de saúde. Assinado pelo médico-legista Marcos de Melo, de Brasília, o atestado obtido em primeira mão por Oeste recomenda que Santos faça cirurgia, devido ao problema, além de passar o período de resguardo em casa.
“O paciente apresenta uma condição cardíaca que requer monitoramento e intervenção cirúrgica para correção da válvula mitral, dada a gravidade da insuficiência mitral”, diz trecho do diagnóstico. “Sendo realizada a cirurgia cardíaca, o ambiente prisional não é adequado para o período de recuperação, pelos cuidados contínuos e riscos de complicações pós-cirúrgicas, como infecção. Após o período de recuperação, é recomendada nova perícia para avaliar a condição remanescente do periciando.”
Pastor condenado por Moraes pelo 8 de janeiro tem “bomba-relógio no peito”, afirma defesa

Em novembro do ano passado, a coluna publicou informações sobre o estado de saúde de Santos.
De acordo com a advogada do religioso, não é de hoje que o homem tem uma “bomba-relógio” no peito.
Conforme documentos cedidos à reportagem, Santos tem sopro cardíaco e dilatação na aorta.
Leia também: “Órfãos de pais vivos”, reportagem publicada na Edição 264 da Revista Oeste
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