O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira, 13, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Tarcísio integra uma lista de 13 pessoas liberadas para visitar Bolsonaro, incluindo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União); o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS); o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP); e o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida.
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De acordo com a decisão, Tarcísio está autorizado a encontrar Bolsonaro em 10 de dezembro, entre 9h e 18h, na residência onde o ex-presidente cumpre medidas cautelares. Moraes destacou que todas as visitas devem seguir determinações já fixadas, incluindo revistas obrigatórias nos veículos que entrarem e deixarem o local.
O pedido de Bolsonaro
No requerimento enviado ao STF, os advogados de Bolsonaro salientaram que o encontro com Tarcísio deveria ser autorizado com urgência. “O pedido tem por finalidade permitir encontro pessoal específico, a ser realizado em data oportunamente ajustada, preferencialmente na data mais breve possível, em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionante”, diz o documento.
O pedido ocorre em meio à apreensão no entorno de Bolsonaro. A possibilidade de transferência do ex-presidente para o Complexo Penitenciário da Papuda passou a ser tratada como real por aliados.
O assunto: eleições 2026
A pauta principal do encontro entre Tarcísio e Bolsonaro é a sucessão no bloco da direita para as eleições presidenciais de 2026. Aliados dizem que, caso o ex-presidente fique impossibilitado de disputar o pleito, será necessário consolidar desde já um nome capaz de herdar a força eleitoral do bolsonarismo.
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Tarcísio é, hoje, o favorito de Bolsonaro para liderar o campo conservador. Pesquisas internas mostram que o governador paulista consegue dialogar com diferentes segmentos: mantém trânsito com o centrão, relação institucional com ministros do STF e popularidade crescente entre eleitores de direita.
Oficialmente, Tarcísio diz que buscará a reeleição em São Paulo. Nos bastidores, contudo, aliados dizem que o cenário pode mudar caso a direita não encontre outro nome competitivo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outros candidatos à vaga
Há outros nomes no radar para disputar a Presidência:
- Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná, favorito do centrão e bem avaliado por Tarcísio;
- Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil, que articula para ser vice, mas poderia apoiar Tereza Cristina;
- Flávio Bolsonaro (PL), ex-senador pelo Rio de Janeiro, carrega o sobrenome do pai e tem interlocução com os Três Poderes.
- Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal licenciado por São Paulo, apareceu na mais recente pesquisa Genial/Quaest como postulante ao Planalto.
- Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, seria capaz de emprestar a força do eleitorado mineiro ao candidato da direita.
- Michelle Bolsonaro (PL), que perdeu força para compor chapa presidencial e passou a ser vista como provável candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
Vitória da direita é fundamental
Ao redor de Bolsonaro, cresce a percepção de que sua liberdade futura depende diretamente do resultado das eleições. Interlocutores avaliam que, se Lula vencer novamente, poderá indicar até três ministros ao STF. Esse cenário consolidaria a ideia de um tribunal ainda mais adverso ao ex-presidente.
Por ora, Tarcísio segue adotando discurso moderado e institucional, a fim de evitar declarações que o coloquem como pré-candidato ao Planalto.
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].






































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