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No Ponto

Buzzi deve ser afastado do cargo, avaliam ministros do STJ

Tribunal se reúne na manhã de hoje para discutir denúncias de assédio

Marco Aurélio Buzzi stj
Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Buzzi | Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) discute, nesta terça-feira, 10, as denúncias de suposto assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi.

Uma das reclamações se refere a uma jovem de 18 anos que teria sido alvo de Buzzi durante um banho de mar, em Balneário Camboriú, em 9 de janeiro.

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A coluna apurou com magistrados da Corte que Buzzi deve ser afastado do cargo como punição.

“Seria o mais prudente neste momento”, disse um integrante do tribunal, em caráter reservado.

Em meio ao escândalo, Buzzi apresentou licença médica de 90 dias para tratamento psiquiátrico.

Na noite de ontem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que recebeu uma nova queixa de importunação sobre Buzzi.

CNJ se manifesta sobre Marco Buzzi

“Sobre as notícias envolvendo ministro do STJ, a Corregedoria Nacional de Justiça informa que segue realizando diligências, com a oitiva, nesta data, de possível vítima de fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso, tendo sido aberta nova reclamação disciplinar para apuração destes novos fatos. Tais procedimentos tramitam sob sigilo legal, medida indispensável para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas e para a adequada condução das investigações”.

Carta do ministro

“Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.

De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.

Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.

Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.

Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.

Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.

Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações”.

Leia também: “Um retrato de cabeça para baixo”, reportagem publicada na Edição 308 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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