Dois meses depois de ser anunciado por Lula para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, segue sem sair do lugar: até agora, o Palácio do Planalto não enviou ao Senado a mensagem oficial que dá início ao rito de sabatina e votação.
Messias retornou nesta semana ao trabalho em Brasília, depois de um período de férias na Bahia. Mesmo assim, a indicação segue travada — e sem prazo público. Com o recesso parlamentar ainda em andamento, a tendência é que a definição da indicação fique para fevereiro, caso o governo destrave a formalização.
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+ Lula deve enviar indicação de Messias ao STF para o Senado em fevereiro

A demora de Lula em oficializar o nome do AGU decorre de um mal-estar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador defendia a indicação do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o Supremo — disputa que Lula, em dezembro, classificou como “confusão”.
A crise chegou a afetar diretamente o calendário do Senado no fim do ano passado. Uma sabatina chegou a ser cogitada para a última semana antes do recesso iniciado em dezembro, mas acabou cancelada diante da ausência do documento formal do Planalto, etapa indispensável para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) avance com o processo.
Impasse para sabatina de Messias

O impasse também expôs um mal-estar entre Lula e Alcolumbre, que ficaram semanas sem contato direto, até retomarem uma conversa no Palácio da Alvorada no fim do ano, em movimento de reaproximação. Mesmo depois do encontro, aliados do presidente do Senado não tratam o assunto como encerrado e insistem que a indicação ainda depende de ajustes políticos.
No Planalto, a avaliação passou a oscilar entre prudência e tentativa de “esfriar” a disputa. Lula espera que com a demora, Messias consiga ampliar seu diálogo no Senado para viabilizar a aprovação de seu nome para o STF na votação em plenário.
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