O presidente do PSD, Gilberto Kassab, descarta firmar um acordo com o Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições deste ano. Essa avaliação é compartilhada por interlocutores do ex-secretário de Governo de São Paulo, que descartam a possibilidade de dar palanque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado.
Segundo aliados, não há viabilidade política para esse tipo de acordo. A hipótese de composição com o PT é tratada internamente como sem fundamento.
Receba nossas atualizações
Esse posicionamento reforça o alinhamento sutil de Kassab com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de quem foi secretário até recentemente. O PSD integra a base do governo paulista e mantém capilaridade relevante no Estado, com presença em centenas de municípios.
Nos corredores do Palácio dos Bandeirantes, o tema é acompanhado com atenção. Integrantes do governo admitem, sob reserva, receio de uma eventual aproximação de Kassab com o PT, justamente pelo peso político que o dirigente exerce na montagem de alianças.
Os poderes de Kassab
A decisão do PSD cria uma dificuldade adicional para o PT em São Paulo. O partido busca estruturar um palanque competitivo no Estado e, ao mesmo tempo, tenta manter diálogo com siglas da base federal.
O presidente do PT, Edinho Silva, defende a ampliação dessas alianças e chegou a citar diretamente o PSD e o MDB como legendas estratégicas para 2026. Em São Paulo, no entanto, a resistência do grupo de Kassab limita as possibilidades de composição.
+ Saiba mais sobre os bastidores da política em No Ponto
Hoje, o PSD ocupa três ministérios no governo Lula e, ao mesmo tempo, lidera a política municipal paulista, com mais de 200 prefeituras — a maior base entre todos os partidos no Estado. Esse duplo posicionamento amplia o poder de barganha de Kassab no plano nacional, mas também explica a autonomia do partido para definir seus movimentos em São Paulo.
Sem o PSD, o PT perde acesso a uma das maiores redes municipais do Estado, formada por prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Quem ganha é o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que não verá Lula com palanque no maior colégio eleitoral do país.
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].
Sábia decisão.
Gilberto Kassab é raposa velha, e a informação de que ele não irá apoiar o Lula, decorre do fato dele já saber, por meio das pesquisas internas que os partidos encomendam, que o descondenado de nove dedos está com baixíssima aprovação e alta rejeição, ou seja, não tem possibilidade de ser reeleito. Como bom cassador de CARGOS, ele vai para o lado que tem maior chance de vencer, por isso, irá apoiar Tarcísio para Governador de São Paulo, e Flávio para Presidente.