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No Ponto

Juiz condena Martins por suposto gesto racista

Magistrado estabeleceu pena de dois anos e quatro meses

Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, está preso desde 8 de fevereiro Reprodução Fundação Alexandre Gusmao
Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

O juiz David Wilson de Abreu Pardo, da 12ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Brasília, condenou o ex-assessor Filipe Martins por um gesto supostamente racista durante sessão no Senado, em 2021.

Na ocasião, o então assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência acompanhava a fala do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre os esforços do Itamaraty para viabilizar a aquisição de vacinas contra a covid-19.

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“A realização do gesto pelo réu, com o significado gravoso da supremacia branca, nas complexas circunstâncias sempre lembradas, dissemina ataque não verbal a pessoas e grupos sociais historicamente vulnerabilizados no Brasil (mediante opções individuais, coletivas e estatais ao longo da história), fortalecendo a narrativa, contra essas pessoas e grupos sociais, de que eles não estão incluídos”, escreveu o juiz, na decisão publicada na segunda-feira 16. “Portanto, em um cenário de opressão estrutural, o réu produziu nova opressão mediante uma ação específica.”

Pardo estabeleceu pena de dois anos e quatro meses de prisão, em regime inicial aberto. Mas converteu a prisão em pena restritiva de direitos:

  • Prestação de 850 (oitocentos e cinquenta) horas de serviços gratuitos à comunidade;
  • Pagamento de R$ 1 mil por 14 meses a instituição social indicada pela Justiça;
  • Pagamento de R$ 8,2 mil como pena de multa;
  • Pagamento de danos morais no valor de R$ 30 mil.
filipe martins
O assessor da Presidência Filipe Martins faz gesto supostamente racista | Foto: Reprodução

Leia também: “O conto das mulheres, dos LGBTs, negros e indígenas”, reportagem publicada na Edição 247 da Revista Oeste


A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

10 comentários
  1. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Está demais o “mimimi”. Aonde irá parar a perseguição? Perseguir Filipe Martins por “gesto com significado gravoso da supremacia branca”… Ofender pessoas do grupo social vulnerável… Deus do céu, o que é isso? Que fundamentação mais ridícula. De fato, a nossa justiça está se desmanchando no ridículo. E tudo começa lá em cima. Vou repetir a pérola do juiz “GESTO COM SIGNIFICADO GRAVOSO DA SUPREMACIA BRANCA”. “GESTO COM SIGNIFICADO GRAVOSO DA SUPREMACIA BRANCA”.

  2. Jorge Fernandes
    Jorge Fernandes

    kkkk todo mundo sabe o que ele quis dizer com esse gesto aí uai

  3. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Sempre achei u absurdo isto aí. Eu não sabia que o gesto é simbologia racista ou nazista. Dependendo da época ou região eu sabia que 1) jóia (tudo bom); 2) vai tomar no cú; 3) ou legal. Aonde esse gesto é considerado supremacista e quantos pessoas sabem disto? Alô ibope.

  4. Antonio Luiz Menegassi
    Antonio Luiz Menegassi

    Pronto excelência, conseguiu alguns minutos de fama!

  5. Arthur Alexandre B. de Oliveira
    Arthur Alexandre B. de Oliveira

    A me poupe. Pura perseguição. Todos fazem esse gesto, eu faço esse gesto, o próprio Obama faz esse gesto o tempo.
    Esperar o que da Justiça estatal, completamente corrompida.

  6. EDUARDO DANTAS DE ALENCAR
    EDUARDO DANTAS DE ALENCAR

    Os corruptos dos desgovernos do PT roubaram bilhões, mas estão soltos e continuam na cena do crime…. O Filipe Martins, nem conheço, mas ser condenado por um gesto? Que tipo de Justiça é essa? Como o juiz chegou à conclusão de que o gesto dele teria conotação supremacista? Pode ter sido simples coincidência, poderia estar sinalizando o n. 3 para alguém ou mandando esse aguém tomar caju. De toda forma, ser condenado criminalmente por isso é clara perseguição política e ideológica.

  7. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    No Brasil se compra sentenças tanto contra, como à favor, depende de quem, e do interesse.

  8. MNJM
    MNJM

    A canalhice de perseguição não tem limites.
    Justiça aparelhada para apoiar um governo incompetente e corrupto. O país está no lodo.

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