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No Ponto

De 15 senadores do PSD, dois se posicionam contra impeachment de Moraes

Otto Alencar (BA) e Omar Aziz (AM) são os únicos que se manifestaram publicamente contra o processo

Ministro Alexandre de Moraes fez pedido sobre Twitter/X | Foto: Nelson Jr./STF
O ministro Alexandre de Moraes foi indicado ao STF pelo ex-presidente Michel Temer | Foto: | Foto: Nelson Jr./STF

De 15 senadores do Partido Social Democrático (PSD), dois se posicionaram publicamente contra a abertura do processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Todos os demais seguem em silêncio.

Até a noite desta terça-feira, 17, os senadores Otto Alencar (BA) e Omar Aziz (AM) foram os únicos do PSD que se manifestaram contra o impeachment de Moraes. O presidente da Casa Alta, Rodrigo Pacheco (MG), é um dos que não se posicionou, assim como não explicou qual rumo dará ao pedido.

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Também não se posicionaram publicamente sobre o impeachment:

  • Angelo Coronel (BA)
  • Bene Camacho (MA)
  • Daniella Ribeiro (PB)
  • Irajá Abreu (TO)
  • Jussara Lima (PI)
  • Lucas Barreto (AP)
  • Mara Gabrilli (SP)
  • Margareth Buzetti (MT)
  • Nelsinho Trad (MS)
  • Sérgio Petecão (AC)
  • Vanderlan Cardoso (GO)
  • Zenaide Maia (RN)

Em 9 de setembro, foram protocolados um abaixo-assinado popular com mais de 3,4 milhões signatários e uma petição dos parlamentares na Mesa Diretora do Senado Federal pelo impeachment de Moraes. 

O petição apresentada por deputados e senadores da oposição, detalha justificativas acumuladas ao longo de mais de cinco anos, desde a instauração dos inquéritos das fake news e das milícias digitais.

Entre as acusações, está o bloqueio da plataforma Twitter/X no Brasil e o uso irregular do Tribunal Superior Eleitoral para perseguição política. O pedido foi elaborado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e abrange 14 tópicos que fundamentam a eventual abertura de um processo de afastamento do ministro do STF.

Hipóteses para o impeachment de Moraes

A lei que regulamenta o processo de impeachment é de 1950 e indica cinco hipóteses para a destituição de um ministro do STF. São elas:

  1. alterar, por qualquer forma, exceto por via de recurso, a decisão ou voto já proferido;
  2. proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;
  3. exercer atividade político-partidária;
  4. ser negligente no cumprimento dos deveres do cargo; e
  5. agir de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.

Se o presidente do Senado acatar o pedido, inicia-se o processo de impeachment. “Recebida a denúncia pela mesa do Senado, será lida no expediente da sessão seguinte e despachada a uma comissão especial, eleita para opinar sobre a mesma”, afirma a lei.

Leia também: “Entrevista com o antigo Moraes”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 233 da Revista Oeste

A comissão deve se reunir em até 48 horas e eleger presidente e relator. Em até dez dias, os senadores devem produzir um parecer “sobre se a denúncia deve ser, ou não, julgada objeto de deliberação”.

Se a Casa considerar que a denúncia é procedente, o denunciado ficará suspenso do exercício das suas funções até a sentença final, sujeito a acusação criminal e perderá, até a sentença final, um terço dos vencimentos, que lhe será pago no caso de absolvição.

Julgamento do processo

Depois de todo o trâmite, o plenário do Senado se reúne para o julgamento do impeachment. O presidente lerá o processo e, em seguida, os presentes ouvem testemunhas do caso.

“O acusador e o acusado, ou os seus procuradores, poderão reinquirir as testemunhas, contestá-las sem interrompê-las e requerer a sua acareação”, informa a lei. “Qualquer senador poderá requerer que sejam feitas as perguntas que julgar necessárias.”

Há um debate oral e, na sequência, a votação, que será nominal. Os senadores devem responder “sim” ou “não” à seguinte pergunta: “Cometeu o acusado o crime que lhe é imputado e deve ser condenado à perda do seu cargo?”.

Se a resposta afirmativa obtiver, pelo menos, dois terços dos votos dos senadores presentes, haverá uma nova consulta ao plenário sobre o tempo durante o qual o condenado deve ficar inabilitado para o exercício de qualquer função pública. Esse tempo não pode ultrapassar cinco anos.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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11 comentários
  1. David S
    David S

    Olhemos os nomes das figuras, e tiremos nossas conclusões.
    Vade retro…

  2. RCB
    RCB

    Que coisa! Será que a jornalista esqueceu do triste papel desempenhado pelos senadores Osmar Aziz e Otto Alencar na CPI do Covid? Oeste deve corrigir o erro.

  3. Fernando Moreira de Barros
    Fernando Moreira de Barros

    A matéria está errada. Esses dois senadores se posicionaram contra o processo de impeachment. Vejam em votossenadores.com.br ele são contra. O restante deles está nas mãos do Kassab, que deve estar negociando alguma vantagem em troca do apoio ou do não-apoio. Gangster é um nome muito brando para esse sujeito.

  4. Daniel BG
    Daniel BG

    E o importante da vida do cidadão, a verdade e a liberdade, é tratado como conto de fadas por esses senhores que deveriam ser exemplo dos princípios e da civilidade constitucional.
    A maioria dos senadores do PSD, como representante mais visível o abjeto Rodrigo Pacheco, é covarde e sem princípios.

  5. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Canalhas sendo com certeza orientador pelo canalha mor Kassab , este que não me conformo um merda sem expressão popular nenhuma com interferência em Brasília e pasmem até com Tarcísio de Freitas .

    1. MNJM
      MNJM

      Covardes. O povo não tem que votar em nenhum candidato do PSD. 55. FORA

  6. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Ou também o Kassab tem o rabo preso? Este foi prefeito de SP, UI!UI!

    1. Alain Gerard Leuba
      Alain Gerard Leuba

      Que inocencia vc tem! Quase todos os senadores tem o rabo preso com processos no STF

  7. Brian
    Brian

    Pessoal, não vamos votar em nenhum candidato do PSD. Não votem no número 55.

  8. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Olha que resultado sugestivo: 15-2=13. Será que esses 13 têm rabos presos ou medinho dos Supremos Trambiqueiros Federais?

  9. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Depois do PT, esse é o partido mais nocivo para o Brasil.

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