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No Ponto

Silveira pede a Moraes para emitir Carteira de Trabalho e abrir conta bancária

Ex-deputado federal foi contratado como assistente jurídico em Goiás

Daniel Silveira indulto
O deputado federal Daniel Silveira, durante solenidade de posse e despedida de ministros de Estado, no Palácio do Planalto - 31/3/2022 | Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Nesta quinta-feira, 9, a defesa de Daniel Silveira comunicou o Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-deputado foi contratado para trabalhar num escritório de advocacia que fica em Aparecida de Goiânia (GO). Silveira é estudante de Direito.

Assinado pelos advogados Paulo Faria e Michael Robert, o documento requereu ao ministro Alexandre de Moraes o fim de restrições ao CPF de Silveira. Dessa forma, o ex-deputado poderá emitir uma Carteira de Trabalho Digital e abrir uma conta-salário.

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De acordo com a defesa, o bloqueio veio do próprio Moraes, em maio de 2022, durante o cumprimento da pena imposta a Silveira, e hoje “não mais subsistem”.

“A defesa requer a retirada de quaisquer restrições impostas ao CPF de Silveira, para fins de cadastramento junto ao Ministério do Trabalho e Emprego para emissão de sua Carteira de Trabalho Digital, e abertura de conta-salário para recebimento de proventos mensais”, diz o pedido obtido em primeira mão por Oeste.

Pedido de Daniel Silveira

rafael rocha
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante uma sessão plenária – 30/7/2025 | Foto: André Durão/Estadão Conteúdo

Os advogados também solicitaram a ampliação do perímetro no qual Silveira pode estar — atualmente restrito a Petrópolis (RJ) —, a fim de permitir deslocamentos “eventuais e necessários” ao trabalho presencial.

“Considerando que a forma de trabalho será híbrida, e a critério do empregador poderá haver a necessidade de deslocamento até a sua sede, requer-se a inclusão de Goiânia e Aparecida de Goiânia como áreas de exclusão”, afirmou a defesa.

A dona do escritório, Layane Alves da Silva, confirma que Silveira tem vínculo formal desde 1º de outubro de 2025 no cargo de assistente jurídico. Layane é mulher de Faria.

De acordo com ela, a jornada é de seis horas diárias e remuneração inicial, de R$ 2,5 mil, mais 5% de produtividade sobre honorários.

O trabalho será realizado de forma híbrida, com base em Petrópolis e eventuais deslocamentos a Goiás, conforme necessidade do escritório.

“A jornada será flexível, podendo ser prestada pela manhã ou à tarde, e o trabalho será remoto em Petrópolis, com deslocamentos a Goiânia e Aparecida de Goiânia, a critério do escritório”, diz a declaração.

Os advogados pediram “urgência” na análise do requerimento para que Silveira possa regularizar sua atividade laboral.

Além disso, segundo os advogados, Silveira precisa “recomeçar sua vida financeira, com o objetivo de suprir o mínimo existencial e a dignidade da pessoa humana”.

Leia também: “Fachin, uma incógnita no comando do STF”, reportagem publicada na Edição 290 da Revista Oeste

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