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No Ponto

Deputados relatam condições 'sub-humanas' em terra invadida

Integrantes da CPI do MST visitaram uma fazenda que foi invadida pela FNL há dois anos

CPI MST
Uma das 'casas' que está localizada em uma fazenda invadida pela FNL, no interior de SP | Foto: Reprodução

Em uma das primeiras diligências da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), os membros do colegiado foram até uma fazenda localizada no município de Rosana, no interior de São Paulo.

A propriedade foi invadida pela Frente Nacional de Luta (FNL), movimento sem terra, há dois anos. No local, os oito deputados federais relataram que os moradores vivem em condições “sub-humanas” e com esgoto a céu aberto.

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“Vimos vários ‘barracos’, pessoas e crianças morando em condições ‘sub-humanas'”, explicou o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). “Pela Justiça, se o produtor rural deixar seus trabalhadores nessas condições, ele se torna um autor de trabalho análogo à escravidão. O produtor pode até ser preso.”

Nas gravação obtida por Oeste, Nogueira mostra uma casa feita com uma construção precária, usando tábuas de madeira e lonas. Aparentemente, todas as residências do local são feitas do mesmo modo.

Na fazenda, o parlamentar gravou ainda o que seria um “centro de reuniões”, com várias fotos e frases de grandes líderes da esquerda, como Nelson Mandela, Che Guevara, Vladimir Lenin e Karl Marx.

A deputada Caroline de Toni (PL-SC), que é integrante da CPI do MST, classificou o local como centro de “doutrinação ideológica”.

“Isso mostra que eles doutrinam essas pessoas”, disse a deputada. “É uma verdadeira terra sem lei, onde tudo é possível e a dignidade humana passa longe. Essa é a face oculta dessas invasões. Eles são submetidos a condições sub-humanas na esperança de ter um pedaço de terra. Essas pessoas são vítimas desses movimentos.”

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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7 comentários
  1. D.P.
    D.P.

    Alguns são vítimas, outros nem tanto. Muitos desses “acampamentos” são ambientes para esconderijo de pessoas não tão santinhas assim. Aquelas que vai de NIKE e motoca para a cidade fazer zoada e um furtinho (ou, até algo mais sangrento) aqui e acolá, vender uma substância proibida aqui e ali e, na hora do pega pra capar, ora ora,,, o barraco lonado ou trançado é o “doce lar” para a vagabundagem em busca do que não é deles. Simples assim. A capivara é imensa. Quem dá a mesada além mar? É o mistério que as pedras devem cantar!

    1. D.P.
      D.P.

      Acampamentos de sem CNPJ é o paraíso para criminosos. Tráfico de drogas, interceptadores… o coro deve comer de concha… a maior parte deles a PM não entra mesmo. Dificilmente a PM entra. Mas, sem dúvida que praticam toda sorte de crimes insculpidos na lei, de Penal ao Código Ambiental, além de atravancar a economia do país e dar espaço a pior espécie de políticos da nação.

  2. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Ué, e esperavam o que? A ignorância é o catalizadir da pobreza, e a pobreza é o gerador de líderes corruptos.

  3. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Os invasores estão produzindo alguma coisa de “interesse social”? Isso daí, os deputados não verificaram, não é? Agora, para ver se estão em condições sub-humanas, isso eles anotaram. Grande vistoria foi essa, seria melhor não tivessem ido. Tudo isso daí, é de conhecimento geral, basta deduzir que esses vagabundos não fazem nada mesmo, então onde e como vão construir moradias decentes?

    1. principalsuspeito
      principalsuspeito

      Já é um passo. Sabe-se que foram largados ali dessa forma justamente pelo.movimento que alega defende-los.

  4. Guilherme Vergueiro
    Guilherme Vergueiro

    Gostaria que a CPI investigasse, provasse e divulgasse a possibilidade de os novos proprietários beneficiados pela reforma agrária estarem pagando contribuição aos membros do MST

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