A deputada federal Carol De Toni começou a avisar lideranças de Santa Catarina que deve deixar o PL para disputar o Senado em 2026. Segundo fontes próximas, a parlamentar comunicou a decisão ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, na manhã desta quarta-feira, 4.
A tendência é que a deputada anuncie a nova sigla nas próximas semanas, depois de conversas com dirigentes partidários. Além do Novo, De Toni negocia com os partidos PRD, Podemos, Avante, MDB e PSD.
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Mais cedo nesta quarta-feira, a Oeste noticiou que De Toni definiria seu futuro no PL em uma reunião com Valdemar e o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. O presidente da sigla chegou a sugerir que a parlamentar entrasse na chapa de Jorginho como vice-governadora, mas ele não acatou a sugestão — assim como a deputada rejeitou a oferta.
Candidatura de Carol De Toni
Sem seguir as orientações de Valdemar, o governador anunciou o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo-SC), como pré-candidato a vice na chapa que busca a reeleição. Esta coligação entre os partidos afetou diretamente a candidatura da deputada, que tinha o Novo como segunda opção para concorrer ao cargo de senadora.
Com a indicação de Adriano Silva, as chances de uma possibilidade de uma candidatura independente do Novo ao Senado em Santa Catarina reduzem. Isso porque o partido acabou se coligando ao PL, partido de Jorginho, que lançará Carlos Bolsonaro (PL).
A “briga” em Santa Catarina é pelo apoio de Jorginho Mello para a segunda vaga ao Senado. Embora o governador tenha dito na noite de terça-feira 3, que apoiaria De Toni, o movimento não se consolidou. Com isso, ele ainda pode anunciar o apoio ao senador Esperidião Amin (PP-SC).
Acordos em Santa Catarina
Um acordo entre o Partido Progressistas (PP) e o PL no Rio Grande do Sul (RS) impacta diretamente o cenário em Santa Catarina: para o partido fechar uma aliança em um Estado, precisa também ter apoio mútuo no outro.
Com esse acordo, Jorginho Mello não teria opção a não ser apoiar a candidatura de Esperidião Amin, em uma chapa mista com Carlos Bolsonaro.
Diante deste cenário, Valdemar teria falado a De Toni para “fazer o que era melhor”, porque “não tem espaço” para que ela se candidate ao Senado pelo PL.
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Bem que comentei em outro artigol que, além das dificuldades que o brasileiro tem em escolher em quem votar, há a interferência dos donos de partidos/caciques políticos que decidem quem será candidato. Eis aí a confirmação. Valdemar prefere correr o risco de perder uma vaga para o senado, mas não abre mão de um “aliado”. Valdemar é farinha do mesmo saco dos partidos do centrão. Está mais que na hora de sair desse partido ou chutar o Valdemar do comando do PL.
Muito bem. O Partido NOVO até que combina contigo Deputada. Jovem e inteligente que é. Agora, desses outros aí caia fora. Você terá uma vaga no Senado fácil aí em SC. Estamos contigo sim.
Uma perda lastimável, o que parasita do Carlos quer em Santa Catarina? Votarei no Flávio,mas o que Jorginho e Cia fizeram com a Carol de Toni foi sacanagem.