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No Ponto

Bolsonaro, sobre eleições 2022: 'Página virada'

O ex-presidente da República afirma que o PL não será 'oposição radical' ao atual governo

jair bolsonaro - eleições 2022 - senado
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Revista Oeste

O ex-presidente Jair Bolsonaro compareceu ao Senado Federal na tarde desta quinta-feira, 18, onde conversou com o filho Flávio, que é senador pelo PL do Rio de Janeiro. Ao deixar o Congresso Nacional, Bolsonaro falou com a imprensa sobre assuntos que foram de eleições do ano passado, expectativa sobre o arcabouço fiscal, depoimento à Polícia Federal (PF), manifestações do 8 de janeiro e como o partido dele, o PL, irá agir daqui para frente em relação ao governo comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre o pleito realizado em outubro do ano passado, quando perdeu a disputa pela Presidência da República no segundo turno contra o petista, Bolsonaro foi direito: “Página virada”. Com esse assunto encerrado, ele, enquanto presidente de honra do PL, avisa que a discussão agora é conversar com outros partidos para saber qual estratégia será adotada ao decorrer de 2023. Sobre as futuras disputas eleitorais, o ex-presidente também foi sucinto. Para ele, o trabalho para 2026 só será iniciado depois das eleições municipais do próximo ano.

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Na conversa com a imprensa, Bolsonaro rechaçou a ideia de o PL fazer “oposição radical”. Para o ex-presidente da República, as bancadas da legenda na Câmara e no Senado irão agir para “ajudar” o país. “Apesar de não simpatizarmos com o governo”, declarou. “Vamos colaborar para que o Brasil não afunde”, prosseguiu ele, que deu como exemplo a votação do arcabouço fiscal a ser feita pelo plenário da Câmara na próxima semana. “Não é nossa ideia impedir qualquer votação.”

Depoimento à PF e opinião sobre o 8 de janeiro

brasil
Bolsonaro colocou o Brasil na avaliação Pirls | Foto: Marcos Corrêa/PR

Depois de ir ao Senado, onde além de conversar com Flávio visitou os gabinetes dos senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Jorge Seif (PL-SC), Bolsonaro falou rapidamente também sobre o depoimento que prestou ontem à PF. Sem citar nomes, lamentou de o teor ter repercutido na imprensa. “Vocês [jornalistas] tomaram conhecimento porque alguém vazou”. Ele, no entanto, não deu detalhes sobre como foi o depoimento, mas avisou: segue à disposição da Justiça.

“Se eu tiver que entregar a pistola que meu filho deu, entrego”, afirmou. “No mais, tem 9 mil itens que recebi quando era presidente. Tudo isso está à disposição. Não abrir uma fundação para mim, como outros presidentes fizeram, pois da dor de cabeça. Para sustentar, eu teria que pedir doação e estar na Lei Rouanet. Mas quero doar esse material todo e ficar livre desse problema.”

Ainda na conversa com jornalistas, o ex-presidente voltou a marcar posição contrária aos atos violentos registrados no dia 8 de janeiro, quando a sede do Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto foram invadidos por manifestantes. “Repudiei as ações”, reforçou. “Ninguém poderia admitir o que aconteceu. É uma agressão às instituições democráticas. Procuramos paz, pois todo mundo sofre com os problemas que acontecem no Brasil.”

Bolsonaro fala de enfrentamento à pandemia

jair bolsonaro
Todas as medidas provisórias do ex-presidente Jair Bolsonaro foram alteradas pelos congressistas | Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Jair Bolsonaro também falou sobre a sua gestão em relação ao enfrentamento à pandemia de covid-19. “Enfrentamos uma guerra”, definiu o ex-presidente da República. Sobre o seu mandato, em geral, ele admitiu que errou em alguns pontos, mas valorizou feitos, como, mesmo na batalha contra o coronavírus, ter conseguido negociar insumos para a produção agrícola do Brasil. “Fui negociar com o presidente [da Rússia] Putin os fertilizantes, se não o agronegócio iria afundar”, disse. “Foram quatro anos dificílimos. Coisas que errei? Sim. Faria diferente? Faria. Mas agora já aconteceu.”

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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17 comentários
  1. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Esse é dos pontos onde tenho que discordar do Bolsonaro. Não há como virar à página, ou será que ele ainda não percebeu com quem esta lidando?
    Os petralhas esquerdopatas são viciósos e malígnos, cheios de animosidade e capazes de roubar e matar por sua causa.
    Bolsonaro quer seguir o Novo Testamento, demonstrando paciência, perseverança e oferecendo a outra face ao agressor. Eu já sou adepto e seguidor do Velho Testamento com o estilo de retribuição, olho por olho e dente por dente.

  2. Ivan Paulos Tomé
    Ivan Paulos Tomé

    Acertou muito mais que errou, muito mesmo, levantou a nação enquanto pode. Quanto a ajudar a não afundar o Brasil, vai ser um esforço hercúleo e sobre humano, e pode infelizmente, ser infrutífero com o grupo político e econômico atualmente no poder em Brasília. Lembrando que todos, absolutamente todos os projetos sociais com base em ditadura, como socialismo, fascismo e comunismo, são dependentes de afundar todas as nações por onde passam para a vaidade de “refundar as bases”, ou se tornam parasitas de Países mais ricos ou escravizam Países mais pobres, conforme o alinhamento, alguns, jamais conseguem se levantar de novo depois da terra arrasada, ou fazem a coisa meia boca, mantendo o ditador e os chupins sugando o próprio povo.

  3. Otário Subjugado
    Otário Subjugado

    O Mico escancarando toda a covardia que esteve presente durante o seu governo. Ajudou a exterminar a lava a jato, a CPI do lava toga para salvar o filho, ajoelhou para o Imperador cabeça de ovo, abandonou seus aliados e seguidores e nunca exerceu o cargo com a autoridade de um presidente. Agora sinaliza submissão ao “ladrão que voltou à cena do crime (G.A.), afinal de contas uma mão lava a outra. É dando que se recebe.

  4. Zulma Gomes de Carvalho
    Zulma Gomes de Carvalho

    Bolsonaro sempre será o meu Presidente; para mim, acertou muito mais do que errou e isso não se pode negar; ajustou a economia, olhou para todas as camadas sociais e, acima de tudo DEFENDEU A LIBERDADE QUE ESTAMOS PERDENDO A CADA SEGUNDO. Obrigada, Capitão! Quem sempre lhe quis bem, segue querendo e desejando a sua volta; pena, pois da forma como as coisas vão, tenho receio de não podermos mais votar. Tenho saudade da sua alegria e das imensas aglomerações no seu entorno. O povo de bem era feliz e agora a tragédia nos ronda. Que país é esse?

  5. Paulo
    Paulo

    Está errado! A oposição tinha que fazer uma oposição radical e não deixar votar mais nada para pressionar esse senado a abrir pedido de impeachment de ministros do STF.

    1. Gladner Cardeal Stasiuk Paes
      Gladner Cardeal Stasiuk Paes

      Concordo. Se continuar com a tática das 4 linhas continuará perdendo. Eles lá não querem saber dessas 4 linhas.

  6. Athis Julião
    Athis Julião

    Amarelão, omisso, covarde, borra botas, fraquíssimo, o Brasil está nessa situação por sua culpa. Indicou Alexandre Ramagem para Chefe da PF (PRERROGATIVA do Presidente). AM barrou. Bolsonaro abaixou as calças. Sinal aberto, foram avançando.

  7. RICARDO TEIXEIRA DA CRUZ RIOS
    RICARDO TEIXEIRA DA CRUZ RIOS

    A reportagem não trouxe nenhuma novidade que o povo já não soubesse. Até porque, o ex-presidente tem um alvo nas costas e qualquer vacilo, Alexandre de Moraes pode mandar prendê-lo.

  8. Elisabete de Godoi Buzoni
    Elisabete de Godoi Buzoni

    Que pena não deixarem o Sr concluir seu trabalho! Muitas coisas poderiam serem diferente.

  9. XY / XX
    XY / XX

    FORÇA SR PRES BOLSONARO, continue dentro das 4 linhas e assim seguiremos em paz para uma cruel ditadura comunista. Agradecemos as “””””Carta de um Brigadeiro.
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

  10. Luiz Carlos Mendonça
    Luiz Carlos Mendonça

    Se eu fosse leitor do con$órcio da impren$a comuniSta e me deparasse como adjetivo SUCINTO escrito “suScinto”, acharia natural. Mas ler isso na Revista Oeste é de doer…

    1. XY / XX
      XY / XX

      KKKKKKK, vivemos nos tempos dos todes, relaxe e goze. MIM NAO ESTA PREOCUPADO COM IÇO, POR QUE TUDO NAO PAÇA DE LETRAS MORTAS . MIM QUERER UM PAIS QUE MIM SEJA LIVRE E POZA TER PAS. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    2. XY / XX
      XY / XX

      A sintese da liberdade de expressao da Revista Oeste:
      Ser claro, para nós, significa o seguinte: só escrever de maneira a permitir a compreensão imediata do que está escrito.
      Ser conservador, em nosso entendimento, é defender claramente que as coisas boas sejam conservadas.
      Achamos que os problemas do capitalismo devem ser corrigidos com mais capitalismo, e não menos.
      Estamos convencidos de que o Estado deve interferir o mínimo possível nas atividades lícitas do cidadão.
      Somos contra a propensão dos governos de atribuir a si próprios poderes que nunca demos a eles pelo voto democrático.
      O fato fundamental sobre as ideias de esquerda, para nós, é bem claro: elas não funcionam.

    3. Paulo Kohn
      Paulo Kohn

      “Sobre as futuras disputas eleitorais, o ex-presidente também foi sucinto” (copia e cola). Cadê o tal “S” ?

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