A Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro (Asfav) elaborou um novo dossiê sobre a situação dos envolvidos no 8 de janeiro.
O documento, ao qual Oeste teve acesso com exclusividade, reúne dados atualizados a respeito de prisões, condenações e bloqueio de bens, além de uma pesquisa inédita que mostra a posição das famílias em relação ao projeto de anistia no Parlamento.
Receba nossas atualizações
Pesquisa que trata da anistia ao 8 de janeiro

A pesquisa realizada pela Asfav de 12 a 22 de maio de 2025, com 123 entrevistados — sendo 75 familiares e 48 manifestantes —, revelou que a maioria enfrenta acusações graves, já recebeu penas de 14 a 17 anos de prisão e teve bens bloqueados, o que levou muitas famílias à miséria.
+ Leia mais notícias da coluna No Ponto em Oeste
O levantamento mostrou ainda que 96,7% defendem uma anistia ampla, geral e irrestrita, rejeitando alternativas como anistia apenas para crimes graves (78% contrários), simples redução de penas (81,3% contrários) ou propostas parciais que soltem apenas os presos e permitam o retorno dos refugiados (68,3% contrários).
Punições severas
Conforme a associação, a idade média dos condenados é de 46 anos, sendo que mais de 40% têm acima de 50 anos, incluindo idosos que seguem respondendo a processos ou que já estão encarcerados.
Por isso, para a Asfav, a atuação do Supremo Tribunal Federal nos processos extrapolou os limites constitucionais e transformou os processos do 8 de janeiro em instrumento de perseguição política.
A entidade afirmou que cabe ao Congresso dar uma resposta e que a anistia ampla é o caminho mais viável para encerrar “um ciclo de abusos” que já dura quase três anos.
Famílias destroçadas
O dossiê reúne relatos de familiares que enfrentam situações de extrema vulnerabilidade. As multas milionárias e o bloqueio de bens têm levado muitas dessas pessoas à insolvência civil.
“Vejo que qualquer forma de ter minha mãe de volta em casa, com a família e fazendo seu tratamento, é válida até termos outras opções”, disse uma das entrevistadas.
Outro depoimento aponta o desespero vivido no dia a dia: “Meu marido com tornozeleira chegou a ficar três meses preso, e eu, com meus dois filhos, passamos por muita dificuldade”, contou uma mulher. “Agora, são dois anos vivendo com medo de que ele volte para a cadeia.”
Segundo a Asfav, essas consequências extrapolam o limite dos condenados e afetam diretamente os núcleos familiares. “As famílias estão sofrendo demais, com ansiedade, depressão e problemas financeiros”, destaca o documento. “Não se trata apenas de uma pena individual, mas de um castigo coletivo.”
Números gerais
- Mais de 2 mil pessoas investigadas;
- 1.628 ações penais abertas, sendo:
- 518 ações por crimes graves → 279 condenações;
- 1.110 ações por crimes menos graves → 359 condenações;
- 10 absolvições;
- 552 acordos de não persecução penal (ANPP) firmados;
- 141 pessoas ainda presas;
- 44 em prisão domiciliar;
- 131 extinções por cumprimento de pena;
- 112 execuções penais em curso;
- 61 pedidos de extradição.
Perfil dos 123 entrevistados
- 75 familiares e 48 vítimas;
- Estados mais representados: SP (35), MG (26), DF (10), SC (10);
- Idade média: 46 anos;
- 41,7% têm mais de 50 anos (incluindo 13 idosos acima de 60 anos).
Situação judicial dos entrevistados
- 73,17% respondem por crimes graves;
- Apenas 10,6% conseguiram ANPP;
- 65% já foram condenados (maioria com processos concluídos).
- Penas aplicadas:
- 42 pessoas → 14 anos;
- 20 pessoas → 17 anos;
- 8 pessoas → 16 anos;
- 2 pessoas → 13 anos;
- 1 pessoa → 15 anos;
- 6 pessoas → 1 a 2 anos;
- 65,9% tiveram bens e recursos financeiros bloqueados.
Opinião sobre a anistia
- 96,7% defendem anistia ampla, geral e irrestrita;
- 78% rejeitam anistia apenas para crimes graves;
- 81,3% rejeitam substituição por redução de penas;
- 68,3% rejeitam anistia parcial que apenas solta presos e permite retorno de refugiados;
- 75% aceitariam anistia mesmo incluindo Alexandre de Moraes;
- 82,9% rejeitam manter multas e indenizações (que já somam mais de R$ 75 milhões).
Leia também: “Um voto supremo”, reportagem publicada na Edição 287 da Revista Oeste
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].
Isso é uma ditadura.
O Brasil teve, arredondado, 10 golpes de Estado, entre tentativas e falhas, como o mais recente.
Todos, menos o último, foram anistiados.
Claras consequências: um país que vale a pena ser corrupto, pois anistia e perdoa. E quando não anistia, derruba condenações e solta condenados.
Houve crime, e se alguém achar que os atos se justificam simplesmente porque acredita na causa, nada muda, pois o crime ocorreu e deve haver punições.
Agora, os baderneiros de 08/01 não merecem essas penas absurdas, mas os seus chefes, sim.
E antes que um desinformado se manifeste ofensivamente contra minha pessoa, deixo claro que detesto o PT e sua corja, e não suporto a ideia do comunismo nos moldes que se aplica.
Apenas procuro me informar das coisas sem me preocupar com a influência das opiniões, e não tolero bandidagem de nenhum tipo.
Quer ser idealista? Comece por apoiar a verdade real, e não a verdade que te imputam.
Uma ação política protagonizada por quem não tem essa competência e por quem deveria ser pelo verdadeiro cumprimentos das leis e observância processual e constitucional. Um resultado de autoproclamação de poder, antidemocrático, com defesa de lado político, com perseguições e condenações ilegais. A maior aberração foi a condenação de Bolsonaro, porque o grande objetivo foi o de tirá-lo do caminho por ser um empecilho ao plano ditatorial. Toda inconstitucionalidade está contida nas denúncias no voto do ministro Fux. Voto que serve de parâmetro para anular todo o processo e reverter a condenação. Não podemos ficar de joelhos para uma ditadura com o mau uso da toga. As instituições de um país se preservam quando cada uma cumpre o seu dever.
ANISTIA AMPLA E IRRESTRITA JÁ!!!!…