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No Ponto

As divergências entre ministros do STF, sobre julgamento de Bolsonaro

Ex-presidente foi denunciado pela PGR por suposta tentativa de golpe

Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto — 4/11/2019 | Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/AE

O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) tem gerado divergências entre ministros da Corte. Em 18 de fevereiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente e outras 33 pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado.

A primeira discordância gira em torno da competência da 1ª Turma do STF para aceitar ou não a acusação da PGR e, posteriormente, condenar ou absolver Bolsonaro. Membros do tribunal entendem que o plenário é quem deveria avaliar a medida. Conforme as regras da Corte, o relator — no caso, Alexandre de Moraes — pode escolher entre manter o processo no colegiado ou submetê-lo ao crivo dos demais integrantes do STF.

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“O peso de julgar um ex-presidente é maior”, disse um ministro a Oeste. “Por isso a importância de ser o pleno a deliberar.” Tudo leva a crer, contudo, que a Turma vai dar o veredito sobre Bolsonaro.

Há também entendimentos diferentes a respeito do tempo que os trabalhos terão. Parte dos magistrados entende que o STF tem de encerrar o assunto antes de 2026, ano eleitoral, enquanto outros ministros acreditam ser necessário mais tempo para a questão, por não se tratar apenas de Bolsonaro. Considera-se ainda que múltiplos recursos atrasem o desfecho.

A possibilidade de celeridade parece a mais provável, visto que Moraes tem rejeitado pedidos dos advogados para terem mais prazo de análise e acesso pleno aos autos. Além disso, a Corte tem sido veloz quanto a julgamentos do 8 de janeiro. Em setembro de 2023, já havia as primeiras condenações.

Julgamento de Bolsonaro na 1ª Turma do STF

desoneração da folha
O presidente Lula, na posse do advogado Cristiano Zanin como ministro do STF — 3/8/2023 | Foto: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Turma na qual Bolsonaro deve ser julgado, além de Moraes, é composta dos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Há poucos dias, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro para tornar Zanin e Dino impedidos de participar do julgamento.

Leia também: “A farsa do golpe”, reportagem publicada na Edição 257 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    O teatro está a cada dia que passa mais mequetrefe do que se possa imaginar!

  2. TOMAS DE AQUINO PORTES E CASTRO
    TOMAS DE AQUINO PORTES E CASTRO

    Se tivessem permitido o voto impresso e contagem pública dos votos, absolutamente nada de golpe estaria acontecendo. Não teria como desconfiar do processo. Os membros da organização chamada STF, logo que surgiu a urna eletrônica com o voto impresso, elogiaram e relataram sobre a segurança das urnas em função do tal voto. De uma hora para outra, sentindo que tinham cooptado as forças armadas, judiciário, polícia federal, maior parte da imprensa e do congresso, excluíram a impressão do voto, mas prevaleceu a contagem (totalização) secreta dos votos. Um condenado teve seus crimes anulados e recolocado na presidência, pelo próprio STF. Impossível concordar com tal desfaçatez. Houve protestos, mas foi inútil. Protestaram porque não queriam um ex-presidente corrupto na presidência, pressentiam o retorno da corrupção e descaso com o país. Foram presos pelo STF. Inocentes, mas condenados. Mas tinham razão, não existe sequer uma notícia boa neste governo. E quem está julgando os inocentes condenados? O próprio STF. Todos os seus membros indicados por políticos, por amizades e conchavos. Uma vergonha!

  3. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    A junta STF/Lula/Esquerdismo/ sabe que podem o julgamento de Bolsonaro poderá incendiar o Brasil e atrair olhares estrangeiros, principalmente os que já têm focos para cá. Ninguém invadirá o Brasil, mas as sanções dos das togasque protagonizam a perseguição poderá ser com aquilo que chamam “condenação à morte financeira”, uma reação em cadeia de bloqueio de contas no mundo inteiro.

  4. PCC
    PCC

    Tudo jogo de cena. Aonde for julgado Bolsonaro já está condenado.

  5. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    GLOBALISMO EUROPEU, GEORGE SOROS e KLAUS SCHABB, esses são os problemas do Brasil pois o STF mama dessa agenda 2030.

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