Antes mesmo da abertura oficial dos trabalhos do Legislativo neste ano, a oposição já se articula para continuar o enfrentamento direto ao governo Lula na Câmara. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) elencou as principais frentes que devem concentrar a atuação dos parlamentares, com foco em comissões de investigação, projetos de segurança pública e derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria.
“A prioridade número um mesmo da oposição é a derrubada do veto do Lula ao projeto de redução das penas”, afirmou Bia Kicis, durante jantar promovido pela Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM). “A gente precisa disso com urgência. Quando começar o ano legislativo, a gente precisa derrubar isso. É uma questão humanitária, não dá para ficar do jeito que está.”
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Outra batalha prioritária é a prorrogação da CPMI do INSS. Segundo a parlamentar, as investigações da comissão estão “trazendo frutos muito importantes” e destacou o trabalho que revelou o possível envolvimento de nomes ligados ao governo Lula ao escândalo.
“Então o governo está fazendo de tudo para blindar, mas estamos fazendo muitos avanços”, declarou Kicis.
Oposição defende novas CPMIs
Além da continuidade das atividades da CPMI do INSS, a deputada afirmou que a oposição pretende pressionar pela instalação de uma nova comissão, voltada à investigação do escândalo do Banco Master.
“A outra CPMI que a gente quer fazer é a do Banco Master, com certeza”, disse, destacando que a CPMI precisa ser instalada quando reúne o número necessário de assinaturas. “É diferente da CPI. Tem que ler numa sessão do Congresso antes. Ele (Davi Alcolumbre) pode adiar, mas tem limite para adiar, até porque a pressão vai ser muito grande.”
Outro alvo citado por Kicis é a comunicação institucional do governo. Para ela, a oposição também deve avançar com uma CPMI sobre a Secretaria de Comunicação (Secom).
“Estamos vendo o governo fazer tudo que acusava o governo Bolsonaro de fazer”, declarou. “O que o governo gasta com influencers é uma loucura. O esquema que eles montam. Então essa CPMI da Secom também é fundamental, ela vai atingir o governo em cheio.”
Segurança Pública
No campo legislativo, a deputada afirmou ainda que o tema da segurança pública tende a dominar a agenda. “Se perguntar para qualquer brasileiro, hoje, o que mais o aflige, é segurança pública. Sem dúvida alguma”, afirmou.
Kicis criticou a proposta do governo para o setor e disse que a PEC da Segurança Pública não tem apoio nem mesmo entre aliados, acrescentando que a oposição quer discutir alternativas fora do texto apresentado pelo Planalto.
“A PEC não está agradando ninguém, nem o governo e nem a gente”, afirmou a parlamentar no jantar da FPLM. “Ninguém gostou desta PEC. Ela não está boa.”
Candidatura de Flávio

Ao comentar o cenário eleitoral, Kicis também destacou o crescimento do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República, em uma disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A gente começou a ver que o nome do Flávio Bolsonaro foi crescendo desde a sua indicação”, disse. “Ele é uma pessoa muito aberta ao diálogo, que conversa bem com muita gente. Acredito que ele vai conseguir a adesão de outros partidos também.”
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