Durante um culto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros (SP), no domingo 22, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), falou sobre política e corrupção.
Na pregação, Mendonça se baseou no relato da tentação de Jesus no deserto, no Evangelho de Lucas, capítulo 4.
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“Chegarão propostas para ganhar mais dinheiro de forma mais fácil”, advertiu. “Pequenas concessões. Pequenas transgressões. Um corrupto não nasce corrupto. Ele rompe pequenas linhas, até que, quando percebe, já está distante de Deus. Você tem direito a uma vida digna. Mas não tem o direito de buscá-la desagradando a Deus.”
O magistrado constatou ainda que a vida pública envolve “testes de integridade”.
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Ao tratar da ambição política, disse que nada é mais legítimo do que desejar servir como prefeito, governador, deputado, senador ou ministro, mas interpelou as motivações pessoais: “A pergunta é: a quem você adora para chegar onde chegou?”.
Mendonça é relator de dois inquéritos relevantes: o que apura fraudes financeiras no caso Master e o de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social.
André Mendonça no caso Master

Em 12 de fevereiro, Mendonça se tornou relator do caso do Banco Master no STF, depois da saída de Dias Toffoli, em virtude de pressões.
Em uma das primeiras medidas como relator, Mendonça fez uma reunião com investigadores no dia seguinte, para obter um panorama da investigação.
Na quinta-feira 19, o magistrado determinou a retomada do “fluxo ordinário” de ações de perícia e tomada de depoimentos nas apurações.
Em linhas gerais, ele alterou a determinação anterior de Toffoli, que chegou a indicar quais peritos da PF deveriam se debruçar sobre o material.
Leia também: “A folia dos descarados”, reportagem publicada na Edição 310 da Revista Oeste
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