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Zelensky comenta encontro com Trump e relação com os EUA: ‘Sou grato’

Apesar do ‘encontro difícil’ com o presidente norte-americano nesta sexta-feira, 28, o ucraniano afirma estar pronto para assinar o acordo sobre minerais com a maior economia do mundo

Volodymyr Zelensky e Donald Trump discutiram durante encontro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Redes sociais
Zelensky pediu a Trump garantias de pelo menos 30 anos | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu aos Estados Unidos e a seu presidente, Donald Trump, em declaração publicada no X neste sábado, 1º. Os dois governantes protagonizaram uma discussão em público na Casa Branca no dia anterior. 

“Estamos muito gratos aos Estados Unidos por todo o apoio”, escreveu Zelensky. “Sou grato ao presidente Trump, ao Congresso pelo seu apoio bipartidário e ao povo americano.”

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Segundo o presidente da Ucrânia, o povo de seu país sempre apreciou o apoio dos EUA, “especialmente durante esses três anos de invasão em larga escala”. A ajuda da maior economia do mundo, afirma Zelensky, “tem sido vital para nos ajudar a sobreviver, e quero reconhecer isso”. 

A declaração diz ainda que, apesar do “diálogo difícil” entre ele e Trump, os dois países continuam sendo parceiros estratégicos e a relação entre as nações vai além dos presidentes atuais. “Mas precisamos ser honestos e diretos uns com os outros para realmente entender nossos objetivos compartilhados”, falou Zelensky, que também afirma ser “crucial” para a Ucrânia ter o apoio do presidente dos EUA.

“Ele quer acabar com a guerra, mas ninguém deseja a paz mais do que nós”, diz o texto publicado no X. “Somos nós que estamos vivendo essa guerra na Ucrânia.” Zelensky define a guerra com a Rússia como “uma luta pela nossa liberdade, pela nossa própria sobrevivência”. 

O líder ucraniano fez uma citação de Ronald Reagan, que governou os EUA na década de 1980. “Como o presidente Reagan disse uma vez, ‘a paz não é apenas a ausência de guerra’.” Zelensky emendou a frase com a menção a um desejo por “uma paz justa e duradoura — liberdade, justiça e direitos humanos para todos”. 

O presidente da Ucrânia Volodimyr Zelensky | Crédito: REUTERS/Nathan Howard
O presidente da Ucrânia Volodimyr Zelensky | Crédito: REUTERS/Nathan Howard

“Estamos prontos para assinar o acordo sobre minerais, e isso será o primeiro passo em direção a garantias de segurança”, afirma o presidente da Ucrânia. “O acordo sobre minerais é apenas um primeiro passo em direção a garantias de segurança e a nos aproximarmos da paz.”

Zelensky diz querer paz, mas com segurança contra Putin

Em seu texto, Zelensky disse querer paz repetidas vezes, mas afirma que um acordo não funcionaria com o líder russo, Vladimir Putin. “Ele quebrou cessar-fogos 25 vezes nos últimos dez anos.” Um cessar-fogo sem garantias de segurança, portanto, seria perigoso para a Ucrânia. 

O presidente ucraniano disse também que não pode mudar a posição da Ucrânia em relação à Rússia. “Os russos estão nos matando”, escreveu. “A Rússia é o inimigo, e essa é a realidade que enfrentamos.” Segundo Zelensky, a Ucrânia quer paz, mas deve ser uma paz “justa e duradoura” e, para isso, o país precisa de força na negociação. 

“Estamos lutando há três anos, e o povo ucraniano precisa saber que a América está ao nosso lado”, disse ainda o ucraniano. “Será difícil sem o apoio dos EUA, mas não podemos perder nossa vontade, nossa liberdade ou nosso povo.” 

De acordo com Zelensky, a Europa está pronta para contingências e para ajudar o exército ucraniano, mas os EUA são necessários para definir as garantias de segurança. “Uma vez que essas garantias estejam em vigor, poderemos conversar com a Rússia, a Europa e os EUA sobre diplomacia”, escreveu. “A guerra sozinha é muito longa, e não temos armas suficientes para expulsá-los completamente.”

O presidente da Ucrânia afirma compreender o fato de os EUA buscarem diálogo com Putin, mas diz crer também que os dois países podem dar “passos firmes” contra a Rússia. “Se não pudermos ser aceitos na OTAN, precisamos de uma estrutura clara de garantias de segurança de nossos aliados nos EUA.”

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