Novos esforços diplomáticos podem sinalizar um possível caminho para a paz na Ucrânia, depois de Volodymyr Zelensky, presidente do país, detalhar, nesta quarta-feira, 24, um plano de 20 pontos apoiado pelos Estados Unidos.
O documento propõe um acordo de não agressão com a Rússia, assegurado por garantias de segurança e incentivos econômicos ao território ucraniano.
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Segundo Zelensky, a proposta já seguiu para Moscou e resulta de semanas de negociações entre autoridades ucranianas e norte-americanas, que revisaram uma versão anterior de 28 pontos para incorporar mais demandas da Ucrânia.
O líder ucraniano comentou que as negociações com o Kremlin podem avançar já nesta quinta-feira, 25.
Em publicação nas redes sociais, o presidente ucraniano afirmou que “os Estados Unidos desejam chegar a um acordo final” e que o seu governo fará sua parte. “A Ucrânia nunca foi, e nunca será, um obstáculo à paz”, ressaltou.
Detalhes do plano e exigências para a paz
O plano apresentado pode servir de base para futuras tratativas de paz, e Ucrânia e Estados Unidos o complementariam por meio de acordos bilaterais, com foco em segurança e reconstrução nacional.
Entre as condições, está a manutenção de um Exército ucraniano de 800 mil integrantes e o compromisso de aliados em apoiar a defesa do país.
Outro ponto estabelecido é a retirada das tropas russas das regiões de Dnipropetrovsk, Mykolaiv, Sumy e Kharkiv como condição para a implementação do acordo.
“Se a Rússia invadir a Ucrânia, além de uma resposta militar coordenada, todas as sanções globais contra a Rússia serão restabelecidas”, afirmou Zelensky.
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No entanto, questões sensíveis permanecem indefinidas, como possíveis concessões territoriais e o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia, sob ocupação russa desde 2022.
Zelensky demonstrou disposição para negociar o status do Donbass, onde a Rússia exige a cessão de áreas ainda controladas pela Ucrânia.
As forças russas tomaram quase toda a província de Luhansk e cerca de 70% de Donetsk.
O governo ucraniano prefere congelar a linha de frente a aceitar propostas que envolvam criação de zonas econômicas, a menos que haja garantias de segurança adicionais.
Plano não exige que a Ucrânia renuncie à candidatura à Otan
Zelensky explicou que, caso a proposta de zona econômica especial avance, haverá um acordo separado entre Ucrânia, Estados Unidos e Rússia para definir o status da área e a retirada equivalente das forças.
A administração da zona ficaria sob responsabilidade da Ucrânia, e a presença de forças internacionais seria necessária para impedir o retorno de tropas russas.
Se houver retirada das tropas ucranianas dessas áreas, a decisão passaria por referendo.
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Para a usina nuclear de Zaporizhzhia, a proposta é de gestão conjunta entre Ucrânia, Estados Unidos e Rússia, mas Zelensky considerou a medida “inadequada” e “não totalmente realista”.
O texto não faz menção à intenção da Ucrânia de aderir à Otan, ponto sensível para parte dos países aliados e para o próprio Zelensky, que descarta abrir mão dessa ambição. Uma versão anterior do plano exigia compromisso legal de não ingresso na aliança militar.
Por outro lado, a proposta detalha a perspectiva de entrada da Ucrânia na União Europeia em prazo definido, além de acesso preferencial ao mercado europeu.
O plano inclui ainda um programa robusto de desenvolvimento, com fundo especial, participação de empresas norte-americanas e linhas de crédito do Banco Mundial.
Se a Rússia aceitar o acordo, o texto será submetido a referendo nacional, passará pelo Parlamento ucraniano e deverá ser executado em conjunto com eleições presidenciais, antecedidas por um cessar-fogo de 60 dias.
Não há confirmação de que Moscou concordará com as condições estabelecidas.
Questionado sobre o plano, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a decisão russa dependerá do conteúdo recebido pelo enviado presidencial Kirill Dmitriev, que esteve com representantes norte-americanos na Flórida no fim de semana.
Peskov concluiu que o “Kremlin considera altamente inadequado conduzir qualquer tipo de comunicação por meio da mídia”.







































#Zelensky como #Bolsonaro foram usados por #Trump que hj é amigo de lula e moraes.