O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, admitiu, nesta quinta-feira, 11, a possibilidade de realizar um referendo para decidir sobre a cessão de territórios à Rússia em um eventual acordo de paz. Ele afirmou que os ucranianos devem ter voz no tema, que é uma exigência do Kremlin para encerrar o conflito.
A fala marca uma mudança na postura do líder, que rejeitava ceder áreas aos russos. A Constituição do país, porém, impede a concessão automática mesmo em caso de aprovação popular.
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Zelensky disse que entregou nesta quarta-feira, 10, aos Estados Unidos a nova proposta de paz. Segundo ele, o plano tem 20 pontos. Ele trata de garantias de segurança à Ucrânia, da reconstrução pós-guerra e da previsão de um Exército ucraniano com até 800 mil soldados.
Zelensky declarou que o tema territorial permanece em debate e que a proposta revisada prevê a retirada de tropas russas das regiões de Kharkiv, Sumy e Dnipropetrovsk.
Europa tenta ajustar plano de paz entre Ucrânia e Rússia
As mudanças feitas por líderes europeus no plano inicialmente sugerido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atendem a preocupações de risco crescente em ações de Moscou.
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Ao longo da semana, diversos líderes europeus repetiram que a Ucrânia não deve ceder territórios e que só o governo ucraniano pode decidir seu futuro. A “coalizão dos dispostos”, grupo de países europeus que buscam apoiar o esforço de guerra ucraniano, reuniu-se nesta quinta-feira, 11, para avaliar o avanço das negociações.
O governo Trump pressiona por rapidez na definição do acordo. Zelensky afirmou que a Casa Branca deu prazo até o Natal para que os europeus apresentem uma posição final sobre o plano de paz.






































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