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Visita de Biden a Israel é considerada arriscada depois de ataque a hospital

Presidente norte-americano viaja em meio à guerra entre israelenses e o Hamas; encontro na Jordânia com autoridades árabes foi cancelado

Joe Biden
Joe Biden embarcou por volta das 18h40 (horário de Brasília). Ele chegará nesta quarta-feira, 18, em Tel-Aviv | Foto: G7 Hiroshima Summit

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, irá visitar Israel nesta quarta-feira, 18, em meio à guerra do país contra o grupo terrorista Hamas.

A explosão no hospital Baptista Al-Ahli Abab, em Gaza, que deixou centenas de mortos, mudou o roteiro de Biden, que só viajará para Israel.

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O encontro do presidente norte-americano com líderes de Jordânia, Egito e Autoridade Palestina foi cancelado por iniciativa do rei jordaniano Abdullah logo depois do ataque ao hospital.

Biden em segurança

Fontes oficiais da Casa Branca afirmaram ter ponderado sobre os riscos de uma visita presidencial e consideraram ser suficientemente segura para ser executada e anunciada com antecedência.

Biden embarcou no Air Force One por volta das 18h40 (horário de Brasília). Ele irá desembarcar em Tel-Aviv no momento mais crítico da contraofensiva de Israel em Gaza.

O presidente dos Estados Unidos procura demonstrar apoio firme a Israel, que tenta eliminar o Hamas da Faixa de Gaza.

Joe Biden
Presidente norte-americano procura demonstrar apoio firme a Israel | Foto: Simon Dawson / No 10 Downing Street

Assessores de Biden disseram que ele manifestou forte interesse em fazer a viagem depois de ter sido convidado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Ajuda humanitária

Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, Joe Biden irá “deixar claro que queremos continuar a trabalhar com todos os nossos parceiros na região, incluindo Israel, para obter assistência humanitária e, mais uma vez, para fornecer algum tipo de passagem segura para os civis saírem”.

Em Tel-Aviv, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, convocou uma série de sessões com membros do governo de Israel para discutir a abertura de Gaza à ajuda humanitária.

Blinken declarou que Estados Unidos e Israel “concordaram em desenvolver um plano que permitirá que a ajuda humanitária de nações doadoras e organizações multilaterais chegue aos civis em Gaza”.

“Se o Hamas impedir, de alguma forma, que a assistência humanitária chegue aos civis, inclusive confiscando a própria ajuda, seremos os primeiros a condená-lo. E trabalharemos para evitar que isso aconteça novamente”, afirmou Blinken.

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