O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, fez duras críticas à esquerda norte-americana por comemorar o assassinato de Charlie Kirk, influenciador e debatedor conservador morto com um tiro no pescoço na semana passada em uma universidade em Utah.
Em um podcast exibido nesta segunda-feira, 15, o vice-presidente expôs a conduta da revista The Nation, que teria distorcido falas de Kirk, amigo de Vance, para rotulá-lo de racista, homofóbico e misógino, em uma tentativa de justificar sua morte.
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Financiada por organizações bilionárias progressistas, como a Fundação Ford e a Open Society, de George Soros, segundo Vance, a revista agiu de forma antiética. “Eles mentiram sobre um homem morto. A própria evidência citada no artigo mostra que Charlie nunca disse aquilo. Ele criticou políticas de ação afirmativa e uma juíza em particular, mas jamais falou que mulheres negras não tinham capacidade de processamento cerebral”, afirmou o vice-presidente, referindo-se a texto da The Nation.
Para ele, a publicação não apenas atacou a memória de Kirk, mas também demonstrou “alegria com a morte de um jovem marido e pai”. Em um relato emocionado, o vice-presidente contou que ele e sua mulher, Usha, acompanharam Erica, viúva de Kirk, no traslado do corpo para o Arizona. “Erica pediu conselhos sobre como contar aos filhos que o pai havia sido assassinado. Horas depois, vi que a revista escreveu: ‘Ele tinha filhos, como muitos homens vis’. Isso é desumano”, declarou.
Vance defende unidade nacional
Apesar das críticas, Vance também apelou à união nacional contra a violência política. “Eu quero a unidade, e sei que ela é possível. Mas só pode existir após a verdade ser dita. Charlie acreditava nisso, e é a única forma de honrar sua memória”, disse
Entretanto, afirmou que não é possível união com quem festeja a morte de um adversário político apenas porque discorda de suas palavras, com “uma minoria crescente e poderosa na extrema esquerda”.
“Não há unidade entre pessoas que gritam com as crianças por causa da política de seus pais. Não há unidade com alguém que mente sobre o que Charlie Kirk disse para justificar seu assassinato. Não há unidade com alguém que assedia uma família inocente no dia seguinte à perda de um amigo querido pelo pai daquela família. Não há unidade com as pessoas que celebram o assassinato de Charlie Kirk. E não há unidade com as pessoas que financiam esses artigos, que pagam os salários desses simpatizantes de terroristas, que argumentam que Charlie Kirk, um marido e pai amoroso, merecia uma bala no pescoço, porque disse palavras com as quais eles discordam”, declarou Vance.
Mobilização civil
Durante a homenagem a Charlie Kirk, o vice-presidente dos EUA também fez um chamado à mobilização da sociedade civil contra a violência política e em defesa do legado do aliado morto.
Segundo Vance, a responsabilidade de preservar a democracia não recai apenas sobre o governo, mas sobre cada cidadão. “A sociedade civil não é algo que vem só do Estado, mas de todos nós. Quando virem alguém celebrando o assassinato de Charlie, denunciem. Chamem a atenção, falem com o empregador. Não acreditamos em violência política, mas acreditamos em civilidade, e não há civilidade em festejar uma execução política”, declarou.
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O vice-presidente incentivou apoiadores a se engajarem em movimentos locais, mencionando diretamente a organização Turning Point USA (TPUSA), fundada por Kirk.
Vance afirmou ainda que o objetivo não é apenas levar o responsável pelo crime à Justiça, mas garantir que a missão de Kirk continue. “O pior castigo não é a pena de morte, mas a certeza de que a causa de Charlie não morre com ele”, ressaltou.
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