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Vice-presidente dos EUA cobra iniciativa do Irã para viabilizar paz

As conversas, ocorridas durante o fim de semana, não resultaram em acordo para encerrar os confrontos, iniciados em 28 de fevereiro

J.D. Vance é o atual vice-presidente dos Estados Unidos | Foto: Gage Skidmore/Domínio público
J.D. Vance é o atual vice-presidente dos Estados Unidos | Foto: Gage Skidmore/Domínio público

Depois de uma rodada de negociações sem avanços entre autoridades norte-americanas e iranianas no Paquistão, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, declarou que cabe ao Irã tomar a próxima iniciativa para viabilizar a paz no Oriente Médio. As conversas, ocorridas durante o fim de semana, não resultaram em acordo para encerrar os confrontos, iniciados em 28 de fevereiro, quando ataques dos Estados Unidos e Israel atingiram alvos iranianos.

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Em entrevista à Fox News, J.D. Vance afirmou que “acredita que a bola está com o Irã”. “Colocamos muito sobre a mesa”, destacou. “De fato, deixamos muito claras quais eram nossas linhas vermelhas.”

Entre os pontos considerados inegociáveis pelo governo dos Estados Unidos, Vance enfatizou o controle norte-americano sobre o urânio enriquecido do Irã e a implementação de um mecanismo rigoroso de verificação para impedir o desenvolvimento de armas nucleares por Teerã.

Leia também: “Irã não é Venezuela: por que é mais difícil derrubar o regime dos aiatolás”

Condições para o cessar-fogo e impasses nucleares

Segundo o vice-presidente, “uma coisa é os iranianos dizerem que não vão ter uma arma nuclear. Outra coisa muito diferente é nós estabelecermos o mecanismo para garantir que isso não aconteça”. Ele também ressaltou que a reabertura total do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã e estratégico para o comércio global de petróleo, é uma das condições fundamentais para o cessar-fogo anunciado na semana anterior.

Dados divulgados pela empresa Vantor, especializada em monitoramento, revelam a dimensão dos danos em áreas residenciais de Teerã, que sofreram dias de bombardeios. O número de mortos no Irã já chega a pelo menos 787, segundo os registros mais recentes.

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