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Venezuela fecha embaixada na Noruega depois do Nobel a María Corina

O ditador Nicolás Maduro também fechou a representação na Austrália e anunciou abertura em Burkina Faso e Zimbábue

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em coletiva de imprensa em Caracas, Venezuela - 1º/10/2025 | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em coletiva de imprensa em Caracas, Venezuela - 1º/10/2025 | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

O regime venezuelano anunciou, nesta segunda-feira, 13, o fechamento das embaixadas na Noruega e na Austrália. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela informou que a decisão faz parte de uma reestruturação, com o objetivo de concentrar recursos em novas representações diplomáticas em Burkina Faso e Zimbábue.

Segundo nota oficial, o governo do ditador Nicolás Maduro afirmou que serviços consulares para venezuelanos residentes na Noruega e na Austrália passarão a ser realizados por outras missões diplomáticas, cujos detalhes serão divulgados em breve. A chancelaria norueguesa confirmou ter recebido o comunicado, mas disse que não foi apresentada justificativa para a medida.

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“Fomos informados pela Embaixada da Venezuela que ela está fechando suas portas e nenhum motivo foi dado. Isso é lamentável”, afirmou Cecilie Roang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Noruega, à agência de notícias AFP. “Apesar de nossas diferenças em vários assuntos, a Noruega deseja manter o diálogo aberto com a Venezuela e continuará a trabalhar nessa direção.”

MST apoia regime ditatorial de Nicolás Maduro na Venezuela
MST apoia regime ditatorial de Nicolás Maduro na Venezuela | Foto: Divulgação/ MST

O encerramento das representações ocorre poucos dias depois de o Comitê Norueguês do Nobel ter anunciado o Prêmio Nobel da Paz de 2025 para a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, reconhecida por sua atuação em defesa da democracia. Em resposta, ela dedicou o prêmio ao povo venezuelano e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O Ministério das Relações Exteriores da Noruega esclareceu que o Prêmio Nobel é independente do governo local e orientou que dúvidas sobre a premiação sejam encaminhadas ao Comitê Nobel.

Durante evento público no domingo 12, Nicolás Maduro evitou mencionar diretamente o prêmio de María Corina, mas usou o termo “bruxa demoníaca”, frequentemente empregado pelo governo para se referir à opositora. “Queremos paz, e teremos paz, mas paz com liberdade, com soberania”, disse o ditador venezuelano, durante celebração do Dia da Resistência Indígena.

María Corina, que expressou apoio às manobras militares dos EUA próximas ao território venezuelano, afirmou em entrevista à emissora norte-americana Fox News que Trump “merece” o Nobel por ter atuado na resolução de oito conflitos em poucos meses e por ter, segundo ela, contribuído para aproximar a Venezuela da liberdade.

À esquerda, a líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado; à direita, o ditador Nicolás Maduro
À esquerda, a líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado; à direita, o ditador Nicolás Maduro | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

Maduro quer parceria entre Venezuela, Burkina Faso e Zimbábue

O governo de Caracas informou que as novas embaixadas em Burkina Faso e Zimbábue serão voltadas para projetos conjuntos nas áreas de agricultura, energia, educação, mineração e outros setores estratégicos. A Venezuela considera essas nações parceiras na luta contra o “colonialismo” e a pressão internacional.

Essas mudanças ocorrem em meio à deterioração das relações entre Caracas e Washington. O governo venezuelano relatou à Organização das Nações Unidas preocupação com supostos ataques militares dos EUA a embarcações em sua costa, acusadas de envolvimento com tráfico de drogas. Aliados dos norte-americanos no Conselho de Segurança pediram diálogo e redução das tensões.

O regime venezuelano alegou que há risco iminente de ação armada estrangeira e acusou os EUA de buscarem uma troca de regime. Em resposta, Washington classificou Nicolás Maduro como líder ilegítimo de um Narcoestado e anunciou uma força-tarefa antidrogas em seu Comando Sul, responsável por operações militares na América Latina.

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6 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Maduro quer um Nobel para Stalin ou Fidel.

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Austrália e Noruega ,por Zimbábue e Burkina Faso ,isso mostra a canalhice.
    Israel por Palestina,Lula é o mentor do maduro

  3. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Kkkk Burkina Faso e Zimbábue.Tai, dois países ótimos para o avanço tecnológico da Venezuela.

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