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Venezuela diz que exercícios militares dos EUA na Guiana são 'provocação'

Ditador Nicolás Maduro busca avançar a tentativa de anexar região do país vizinho ao seu território

Nicolas Maduro
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma entrevista coletiva | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O regime da Venezuela classificou como uma “infeliz provocação” os exercícios militares anunciados pelos Estados Unidos na Guiana, nesta quinta-feira, 7.

Na rede social X (ex-Twitter), o ministro da Defesa do país, Vladimir Padrino, afirmou que a ação “em favor dos pretorianos da empresa petrolífera norte-americana ExxonMobil representa outro passo na direção errada”.

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“Alertamos que não seremos desviados de nossas ações futuras para a recuperação do Essequibo”, escreveu.

O ministro afirmou que o movimento do governo norte-americano não fará com que Caracas recue de suas “ações futuras para a recuperação de Essequibo”.

A região rica em petróleo se tornou o centro do conflito entre os países vizinhos.

Exercícios militares

Mais cedo nesta quinta, 7, o governo dos Estados Unidos anunciou os exercícios militares para “fortalecer a parceria de segurança com a Guiana”. Aviões militares norte-americanos sobrevoaram a região e o resto da Guiana.

A Embaixada dos Estados Unidos na Guiana informou que esses exercícios irão acontecer em parceria com a Força Aérea guianesa. Os dois países possuem uma parceria militar desde 2022.

A medida ocorre depois do aumento da tensão com a Venezuela, que pretende anexar a província de Essequibo, que equivale a dois terços da Guiana.

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Venezuela

O regime do ditador Nicolás Maduro promoveu no domingo 3 um referendo que autoriza a anexação de Essequibo. Maduro até chegou a divulgar um novo mapa do país com a incorporação da região.

O posicionamento do ditador tem sido observado com preocupação por autoridades estrangeiras.

Nicolas Maduro
O ditador Nicolás Maduro até chegou a divulgar um novo mapa da Venezuela com a incorporação de Essequibo | Foto: Gobierno de Venezuela

Antes da aprovação do referendo, no final de novembro, o presidente norte-americano, Joe Biden, enviou à Guiana comandantes chaves do Comando Militar do Sul dos EUA para discutir estratégias de defesa.

A disputa de Essequibo entre Venezuela e Guiana é antiga. Os venezuelanos defendem que o local, que possui uma área maior do que a Inglaterra, fazia parte da Capitania Geral da Venezuela, quando o território ainda era dominado pelo império da Espanha.

Já a Guiana defende que a divisão de Essequibo foi definida em 1899, por meio da Sentença Arbitral de Paris que determinou as fronteiras dos territórios da Guiana Britânica.

+ Leia também: Guiana: entenda como o petróleo influencia a disputa territorial do país com a Venezuela

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