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Venezuela deporta para os EUA empresário aliado de Maduro

Alex Saab atuou como ministro da Indústria do ex-ditador

Empresário teria feito negócios com o governo de Maduro | Foto: Reprodução

O governo da Venezuela deportou neste sábado, 16, o empresário colombiano e aliado do ex-ditador Nicolás Maduro, Alex Saab, para os Estados Unidos, de acordo com o Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (Saime).

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Segundo o órgão, a medida foi tomada devido ao empresário estar “envolvido na prática de diversos crimes nos Estados Unidos da América, como é de conhecimento público, notório e amplamente divulgado”.

Alex Saab atuou como ministro da Indústria de Maduro. O governo dos EUA acusa o empresário por lavagem de até US$ 350 milhões (R$ 1,7 bilhão) por meio do sistema de controle cambial venezuelano.

“O governo da República Bolivariana da Venezuela informa a deportação do cidadão de nacionalidade colombiana Alex Naim Saab Morán, realizada neste sábado, 16 de maio de 2026”, diz o Saime em nota no X.

Leia também: “Lula disse a Trump que EUA devem entregar brasileiros ligados ao crime”

Segundo a agência Reuters, um funcionário das forças de segurança dos EUA informou que o colombiano aliado de Maduro foi preso em Caracas, em fevereiro, durante uma operação conjunta das autoridades americanas e venezuelanas.

A medida do governo venezuelano sinaliza uma mudança de posicionamento, depois da operação militar dos Estados Unidos, em 3 de janeiro, que prendeu Maduro e sua mulher, Cilia Flores.

Empresário ligado a Maduro

Segundo a emissora americana CBS, quando Saab foi preso, a ação teve cooperação do FBI. A prisão teria como objetivo viabilizar uma possível deportação do empresário para os Estados Unidos.

Em audiência no Senado dos EUA, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou Alex Saab como o “homem do dinheiro” e o “laranja” de Nicolás Maduro.

Saab ganhou protagonismo dentro do governo venezuelano inicialmente em contratos ligados à construção de moradias populares.

Posteriormente, passou a atuar no programa de distribuição de alimentos dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP). O mecanismo foi criado pelo regime para centralizar a importação e entrega de cestas básicas à população.

Leia também: “Nicolás Maduro matou 10 mil pessoas na Venezuela, diz ONG”

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