O Vaticano anunciou nesta terça-feira, 17, que não participará do Conselho da Paz, organismo internacional proposto pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, para a reconstrução da Faixa de Gaza. A posição foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, principal autoridade diplomática do governo da Igreja Católica, relata a AFP.
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Nem mesmo o fato de o atual papa, Leão XIV, ser norte-americano foi suficiente para que o convite fosse aceito. Robert Francis Prevost nasceu em Chicago e assumiu o pontificado em 8 de maio do ano passado.
O projeto do conselho foi apresentado inicialmente para acompanhar o cessar-fogo em Gaza, cuja primeira etapa foi em tese encerrada, e coordenar a reconstrução do território depois da guerra entre o grupo terrorista Hamas e Israel. A proposta previa supervisão internacional da trégua e apoio à reorganização da região depois do conflito.
Posteriormente, o plano foi ampliado. A iniciativa passou a incluir a mediação de disputas em diferentes partes do mundo, com atuação voltada à resolução de conflitos internacionais de forma mais abrangente. A expansão das atribuições provocou questionamentos no cenário diplomático.
Vaticano e o Conselho da Paz de Trump
Há preocupação entre analistas e governos de que o conselho possa funcionar como alternativa ou contraponto à Organização das Nações Unidas, responsável historicamente pela mediação de crises internacionais e por missões de paz. Críticos temem o risco de sobreposição de funções ou de criação de uma nova instância de influência global.
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A Santa Sé não detalhou os motivos da decisão de ficar fora do projeto. O Vaticano tradicionalmente atua em iniciativas diplomáticas e humanitárias ligadas a conflitos, defendendo negociações e soluções pacíficas. Mais de 20 países já aceitaram participar:
- Armênia
- Arábia Saudita
- Argentina
- Azerbaijão
- Bahrein
- Belarus
- Bulgária
- Catar
- Cazaquistão
- Egito
- Emirados Árabes Unidos
- Hungria
- Indonésia
- Israel
- Jordânia
- Kosovo
- Marrocos
- Mongólia
- Paquistão
- Paraguai
- Turquia
- Uzbequistão
- Vietnã
O Conselho da Paz está sendo composto para ser presidido por Trump, reunindo representantes internacionais para acompanhar acordos, supervisionar processos de reconstrução e participar de negociações entre países ou grupos em conflito. A iniciativa segue em fase de articulação diplomática.






































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