
Por Claudia Wild
Os virologistas alemães não estão conseguindo explicar o pânico que geraram em seu país por conta de suas prescrições para combater o coronavírus. Foram colocadas mais de 30.000 UTIs à disposição do público na Alemanha — e há, agora, apenas 1.500 pacientes nelas internados. Foi um custo altíssimo, sem contar as perdas ocorridas em um país que ficou completamente paralisado. Hoje, como não existem doentes disponíveis no território nacional, a Alemanha está procurando vítimas do vírus pela Europa toda para preencher suas UTIs vazias. Uma justificativa corrente para essa desproporção entre leitos e ocupantes é a de que foi preciso planejar-se para o futuro. Já se disse que o “pico” seria em março, abril, maio. Agora estão dizendo que será “em junho”.
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Na Alemanha, no início de março, as autoridades se mostravam preocupadas por só terem 28.000 leitos de UTI; pensavam que isso não seria suficiente, embora os números alemães fossem superiores, numa comparação internacional de camas, ventiladores e demais equipamentos para cuidados intensivos. Acabou-se aumentando o total, então, para 30.000 vagas — com possibilidade de chegar, caso necessário, a 40.000, das quais entre 15.000 e 20.000 gratuitas. Hoje, dia 14 de abril, pouco mais de 1.500 pessoas estão internadas nas UTIs alemãs por causa da epidemia.
Resultado: estão buscando pacientes na França, Itália e Holanda para dar alguma utilidade a unidades em que menos de 10% dos leitos se acham ocupados. Previram uma hecatombe. Mas a hecatombe nunca aconteceu.
muito bom
Doem para o Brasil
Ótimo texto, Claudia. Curioso notar que a Alemanha apresenta um desempenho excelente no tratamento dos casos de covid-19, visto que é o país com a menor proporção entre mortos e contaminados. Qual será o segredo?
A hecatombe aconteceu, só não foi o de casos de coronavirus. Foi uma hecatombe global contra as liberdades individuais e econômica com sérias consequências inclusive para a saúde pública