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União Europeia critica Maduro, demonstra preocupação com o tráfico de drogas e ressalta alinhamento com os EUA

Bloco econômico afirma que o ditador capturado neste fim de semana não pode ser considerado um presidente legalmente eleito

União Europeia
Em nota, UE marcou posição contra o regime do ditador Nicolás Maduro | Foto: Håkan Dahlström/Wikimedia Commons

A União Europeia (UE) divulgou, neste domingo, 4, uma declaração pedindo “calma e moderação de todos os atores envolvidos na crise na Venezuela, com o objetivo de evitar escalada de tensões e buscar uma solução pacífica” para a crise. O pronunciamento foi publicado pelo chefe de Relações Exteriores e Segurança da União Europeia, Kaja Kallas, por meio das redes sociais.

“A UE lembra que, em quaisquer circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) devem ser respeitados”, reforçou o grupo. O documento diz ainda que os membros do Conselho de Segurança das ONU têm uma responsabilidade singular de defender esses princípios.

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Apesar de desejo por calmaria, o bloco teceu críticas diretas ao ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro. Conforme a UE, ele, que foi capturado no sábado 3 por militares norte-americanos em Caracas, não pode ser considerado alguém que fora democraticamente eleito presidente de seu país.

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O bloco afirma ainda que reiteradamente declarou que Maduro carece da legitimidade e que tem defendido uma transição pacífica para a democracia na Venezuela, liderada pelos venezuelanos, com respeito à soberania do país. “O direito do povo venezuelano de determinar seu futuro deve ser respeitado.”

União Europeia cita alinhamento com os EUA e preocupação com o tráfico de drogas

Segundo a UE, o bloco tem se articulado de maneira próxima com os Estados Unidos e parceiros regionais para apoiar o diálogo entre todas as partes envolvidas, em busca de uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica.

O comunicado também cita a preocupação com o crime organizado e o tráfico de drogas, apontados como ameaças globais. Contudo, defende que esses desafios sejam enfrentados com cooperação entre as nações e respeito ao Direito Internacional e à integridade territorial.

Leia também: “O Direito Internacional de fato”, por Adalberto Piotto

A União Europeia pediu respeito total aos direitos humanos e cobrou a libertação incondicional de presos políticos na Venezuela. O comunicado informa, por fim, que autoridades consulares dos Estados-membros do bloco trabalham de forma coordenada para proteger cidadãos europeus no país, incluindo os detidos ilegalmente.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

1 comentário
  1. Antonio Da Silva
    Antonio Da Silva

    Ou seja, a revista Oeste MENTIU ontem quando afirmou que apoiou a invasão ilegal aos EUA. Antes tarde do que nunca a Oeste admitir que errou, mesmo que seja nesse texto horrível e não tão direto.

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