Sete dias antes da assinatura, a União Europeia confirmou que firmará o acordo de livre-comércio com o Mercosul no próximo sábado, 17, de modo a encerrar um processo iniciado há mais de 20 anos.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, será responsável pela formalização do tratado. O ato ocorre depois de ela obter o aval político dos Estados-membros, no início de janeiro.
O pacto, que envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, unirá aproximadamente 780 milhões de consumidores e formará uma das maiores zonas de livre-comércio do planeta. Apesar de objeções, principalmente de França, Irlanda, Polônia, Hungria e Áustria, preocupados com a concorrência de produtos agrícolas sul-americanos, como carne bovina, açúcar e etanol, o acordo avançou depois de alcançar maioria qualificada na sexta-feira 9.
Impactos do acordo entre União Europeia e Mercosul

Segundo a Comissão Europeia, a medida busca fortalecer a indústria do bloco, diversificar relações comerciais e diminuir a dependência frente a Estados Unidos e China, num contexto internacional de tensões geopolíticas e disputas comerciais.
Já para o Mercosul, a expectativa é ampliar o acesso a mercados com alto poder de compra e garantir cortes graduais em tarifas de exportação por até 15 anos.
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O texto também estabelece normas referentes a compras governamentais, propriedade intelectual e compromissos ambientais. Este tema gerou críticas de ambientalistas europeus e foi um dos principais pontos sensíveis durante as negociações. Apesar do avanço, o tratado só terá validade depois de ratificação pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países do Mercosul.
Até a conclusão dessas etapas, o acordo se mantém como compromisso político e pode enfrentar debates e desafios legislativos. Para diplomatas europeus, a assinatura representa um movimento em prol do multilateralismo e da abertura comercial, depois de décadas de negociações.
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