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UE avalia retaliar os EUA, depois de falas de Trump sobre a Groenlândia

Presidente norte-americano impôs tarifas de 10% a países europeus que enviaram tropas à região na última semana

Trump UE
Presidente dos EUA anunciou tarifas de 10% a países europeus que enviaram tropas à Groenlândia I Foto: Divulgação/União Europeia

Os países-membros da União Europeia (UE) avaliam impor sanções aos Estados Unidos (EUA), depois de o presidente Donald Trump propor anexar a Groenlândia. A informação é do jornal britânico Financial Times.

Líderes da UE se reuniram, neste domingo, 18, para debater qual será a resposta à ofensiva do republicano.

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Convocado em caráter de urgência, o encontro reuniu representantes de todos os 27 países do bloco em Bruxelas, na Bélgica.

Entre as medidas possíveis estão a imposição de quase R$ 580 bilhões em tarifas aos Estados Unidos, ou até a restrição do acesso de empresas americanas ao mercado europeu.

Durante a reunião, também foi avaliado o uso do chamado “instrumento anticoerção”, uma ferramenta que permite que a UE responda a pressões econômicas de outros países.

Essa medida autoriza a UE a retaliar comercialmente outro países, por meio de tarifas ou restrições a empresas estrangeiras.

De acordo com o Financial Times, as medidas tarifárias da União Europeia já estavam preparadas desde o ano passado, mas a aplicação havia sido suspensa até o dia 6 de fevereiro.

Autoridades ouvidas pelo jornal acreditam que as medidas desenhadas pelos europeus visam aumentar o poder de barganha da UE antes de encontros com Trump no Fórum Econômico Mundial, que acontecerá nesta semana em Davos, na Suíça.

Trump impôs tarifas de 10% a países que enviaram tropas à Groenlândia

O encontro do bloco europeu aconteceu um dia depois de o presidente dos EUA anunciar tarifas de 10%, a partir de 1º de fevereiro, sobre os produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia — os oito países que, a pedido do governo dinamarquês, enviaram soldados à Groenlândia na última semana.

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No anúncio, Donald Trump disse que, caso a UE não ceda à pressão, as tarifas passarão para 25% a partir de 1º de junho. O presidente alega que a ilha ártica é essencial para os planos de segurança nacional dos Estados Unidos.

Em comunicado conjunto, estes países afirmaram estar comprometidos com a defesa da Groenlândia e com o reforço da segurança da Otan no Ártico, e negaram a possibilidade de negociar a soberania sobre a ilha.

Leia também: “Questões éticas dos EUA na Venezuela”, reportagem publicada na Edição 301 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Denis R.
    Denis R.

    Trump está errando feio com este discurso de anexar a Groelândia… diferentemente das incursões passadas, realizadas em países com os quais os EUA estavam em guerra, desta vez a falta de legitimidade é patente. Dizer que quer anexar a ilha para que a China ou Rússia não façam é um argumento muito fraco. Só espero que os consecutivos sucessos que Trump conquistou até agora não tenham lhe subido a cabeça.

  2. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    A UE e a OTAN estão num beco sem saída. Trump poderá sair da OTAN. E alguns países europeus preferem a Rússia, embora sejam contra ela na guerra da Ucrânia. O povo da Groelândia não está sabendo que a Rússia e a China estão próximos de abocanhar o Ártico. Então, preferem os russos e os chineses e não os americanos nem os dinamarqueses, mas ignoram o ataque comunista. Isto é uma tese conspiratória.

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