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Ucrânia pede reunião com a Rússia em até 48 horas

Kiev convocou encontro com Moscou para discutir escalada da tensão na fronteira

ucrânia

A Ucrânia convocou uma reunião com a Rússia e outros membros de um grupo estratégico de segurança europeu para discutir as crescentes tensões em sua fronteira.

O ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, disse que a Rússia ignorou os pedidos formais para explicar o aumento das tropas na região.

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Ele afirmou que o “próximo passo” é solicitar uma reunião nas próximas 48 horas para “transparência” sobre os planos russos.

A Rússia negou ter intenções de invadir a Ucrânia, apesar do acúmulo de cerca de 100 mil soldados nas fronteiras do país vizinho.

Kuleba disse que a Ucrânia, na sexta-feira 11, exigiu respostas da Rússia sob as regras do Documento de Viena, um acordo sobre questões de segurança adotado pelos membros da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que inclui a Rússia.

“Se a Rússia é séria quando fala sobre a indivisibilidade da segurança no espaço da OSCE, deve cumprir seu compromisso com a transparência militar, para diminuir as tensões e aumentar a segurança para todos”, afirmou o ministro.

Algumas nações ocidentais alertaram para o fato de que a Rússia está se preparando para uma invasão, com os EUA dizendo que a ação poderia começar com bombardeios aéreos “a qualquer momento”.

Mais de uma dúzia de países pediu a seus cidadãos que deixem a Ucrânia, e alguns retiraram funcionários diplomáticos da capital, incluindo os EUA.

Mas o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que criticou o “pânico” que pode se espalhar por essas alegações, disse que não tem provas de que a Rússia esteja planejando uma invasão nos próximos dias.

Premiê alemão viaja à Ucrânia

O primeiro-ministro alemão, Olav Scholz, vai visitar a Ucrânia nesta segunda-feira, 14, e a Rússia amanhã, numa nova tentativa de mediar a crise.

O primeiro-ministro assim repete o percurso feito por Emmanuel Macron, presidente da França, na última semana. O encontro com o francês, no entanto, terminou sem o afrouxamento da tensão na região.

No domingo 13, Scholz discursou no parlamento alemão e disse que sanções serão impostas caso a Rússia invada o país vizinho.

O alemão assim se alinhou aos Estados Unidos, já que Joe Biden insistiu, ao longo do fim de semana, com a promessa de sanções e respostas rápidas caso uma operação militar seja desencadeada no Leste Europeu.

Leia também: “Rússia e Ucrânia — De que lado você está?”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na edição 97 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Júlio Rodrigues Neto
    Júlio Rodrigues Neto

    Estamos tentando sair de uma pandemia que tirou mais de um milhão de vidas e ameacando começar uma guerra que terá consequências imensuráveis ? BOM SENSO nestas horas é a providência indispensável.

  2. PCC
    PCC

    Quem vai resolver esta crise é o nosso presidente Jair Bolsonaro. De qualquer forma , temos que estar preparados pra guerra. Nossas tropas tem que ficar de prontidão, sob o comando do general Heleno.

  3. Giuseppe
    Giuseppe

    Os epigonos franco-teutonicos do tio Sam sao a enesima tentativa de despistar.
    não se pode não concordar com o filosofo Fusaro : depois da psicopandemia agora temos a psicoguerra.
    pax vobiscum !

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