publicidade
Mundo

Trump enviou tropas especiais à Coreia do Norte em 2019 em missão secreta, fracassada, diz jornal

Missão secreta para instalar dispositivos de espionagem

Soldado Navy Seals | Foto: Navy Seals Foundation
Soldado Navy Seals | Foto: Navy Seals Foundation

O governo norte-americano enviou em 2019 unidades de tropa de elite dos Navy Seals à Coreia do Norte em uma missão secreta, fracassada, para instalar dispositivos de espionagem. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 5, pelo jornal norte-americano The New York Times.

O Presidente Trump e o Presidente Kim Jong-un em encontro em Singapura. Foto White House
O presidente Trump e o presidente Kim Jong-un em encontro em Singapura. Foto White House

Citando fontes não identificadas, incluindo oficiais militares atuais e antigos com conhecimento dos detalhes ainda confidenciais, o jornal disse que Donald Trump aprovou a operação durante seu primeiro governo, quando estava envolvido em negociações com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un.

Receba nossas atualizações

O plano foi elaborado para corrigir um “ponto cego” na inteligência dos EUA que permitiria interceptar as comunicações do autocrata, potencialmente dando a Trump uma vantagem antes da cúpula entre os dois líderes ocorrida poucos dias depois.

Saiba mais: Kim Jong-un vai de trem à China, e não de avião; entenda a escolha

Não está claro onde o desembarque ocorreu, mas pode ter sido perto de Wonsan, onde Kim tem uma mansão em que cresceu quando jovem, com um ancoradouro para seu iate e uma luxuosa casa flutuante. Um dos lugares que ele mais preza.

Missão preparada por meses terminou em fracasso

O Pentágono preparou uma incursão do Seal Team 6 Red Squadron. Os militares deveriam desembarcar na costa norte-coreana e instalar um dispositivo de espionagem.

Os time treinou durante meses, cientes das dificuldades e com pouca probabilidade de obter apoio num país fechado e altamente vigiado.

A ordem chegou no início de fevereiro, algumas semanas antes da cúpula em Hanói, entre Kim e Donald Trump.

Um submarino de ataque se aproximou da península coreana. Dentro dele, dois minissubmarinos, cada um para transportar quatro soldados, foram lançado ao mar.

Saiba mais: Coreia do Norte perde 5 mil soldados para agradar a Rússia

Uma unidade de reforço e um helicóptero também permaneceram estacionados no mar , servindo como “reservas”, prontas para intervir em caso de emergência.

Os minissubmarinos chegam perto da costa, mas um deles está mal posicionado, um pouco longe do local pretendido. Segundo o The New York Times, é ali que ocorreu o primeiro problema. Mesmo assim, os soldados desembarcam e ficaram prontos para executar a missão.

Todavia, um pequeno navio norte-coreano apareceu naquele momento. Os marinheiros a bordo perceberam algo estranho, ligaram lanternas, e um deles chegou a pular no mar.

Muito provavelmente o segundo minissubmarino, forçado a se mover para alcançar a posição correta, tenha despertado suspeitas.

Saiba mais: Coreia do Norte envia tropas para apoiar Rússia na guerra contra a Ucrânia

Os Seals não conseguiram se comunicar com o comandante do submarino. Preocupado por ter sido descoberto e achando que o navio norte-coreano era hostil, o militar norte-americano de mais alta patente abriu o fogo contra a embarcação, imediatamente seguido por seus companheiros.

Uma vez chegados a bordo, após uma rápida busca, as forças especiais descobriram que mataram um punhado de pescadores, e não soldados.

Nesse ponto, eles os jogam ao mar, após infligir ferimentos profundos em seus pulmões, para impedi-los de voltar para a superfície, e afundam o navio.

A operação fracassou, sem nenhuma instalação de equipamentos em solo norte-coreano. Ou, pelo menos, essa foi a versão divulgada pela imprensa norte-americana.

Saiba mais: Coreia do Norte promete ‘apoio incondicional’ à Rússia

Os Seals retornaram ao submarino de apoio sem maiores problemas. Nos dias seguintes, satélites espiões norte-americanos registraram intensa atividade de embarcações norte-coreanas na área, mas o regime não forneceu nenhuma informação.

No final de novembro, os dois presidentes se encontraram no Vietnã, um contato direto que terminou sem nenhum acordo.

Saiba mais: Coreia do Norte proíbe consumo de cachorro-quente no país

As revelações do jornal ocorrem poucas horas após a viagem do ditador da Coreia do Norte a Pequim, onde compareceu ao grande desfile ao lado de Xi Jinping e Vladimir Putin.

O tratamento de honra reservado para Kim foi um reconhecimento da importância da Coreia do Norte no bloco antiocidental que está se formando.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    pQP .. voces AINDA acreditam nessas estorinhas pra boi dormir?!
    e ficam publicando e dando visibilidade
    !?
    Chega dessas estorinhas …”uma fonte que mão pode ser identificada…
    um informante…
    Alto funcionário disse…
    Deus meu! que nojo.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade