O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúne nesta sexta-feira, 17, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Washington. A conversa ocorre menos de 24 horas depois de uma ligação longa e estratégica entre o norte-americano e o russo Vladimir Putin.
O encontro entre os líderes norte-americano e ucraniano tem foco na continuidade do apoio militar a Kiev. Um dos principais temas é o pedido de Zelensky por mísseis Tomahawk, capazes de atingir alvos a mais de 2 mil quilômetros.
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Trump, no entanto, demonstrou resistência. “Temos muitos, mas precisamos deles”, disse. “São armas vitais, poderosas e precisas. Não podemos esgotar nossos próprios estoques.”
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O uso dos Tomahawks pela Ucrânia gera desconforto dentro do próprio governo norte-americano. Parte da equipe de Trump teme que o envio do armamento comprometa os canais diplomáticos com Moscou.
Durante a ligação com Putin, o republicano discutiu a guerra no Leste Europeu, a possibilidade de uma nova rodada de negociações e a realização de uma cúpula em Budapeste, na Hungria. A conversa durou cerca de duas horas e meia.
Inicialmente, Putin disse que estaria disposto a buscar uma solução diplomática. No entanto, argumentou que se os EUA forneceram mísseis de longo alcance à Ucrânia, a relação entre Moscou e Washington pode sofrer danos irreversíveis.
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Segundo Yury Ushakov, assessor diplomático do Kremlin, o ditador russo também acusou Kiev de praticar ações terroristas contra civis e instalações de energia.
Em resposta, Trump defendeu a busca por uma “paz rápida”. Além disso, afirmou que o fim do conflito pode abrir espaço para uma nova era de cooperação econômica entre EUA e Rússia.
A Casa Branca confirmou que Trump pretende se encontrar com Putin em Budapeste nas próximas semanas. Viktor Órban, primeiro-ministro da Hungria, ressaltou estar “pronto para sediar um encontro histórico pela paz”.
Zelensky provoca Moscou nas redes sociais
Zelensky chegou a Washington nesta quinta-feira, 16, acompanhado de ministros e assessores. Nas redes sociais, ironizou a reação russa à possível entrega dos Tomahawks.
“Já podemos ver que Moscou se apressa para retomar o diálogo assim que souber dos Tomahawks”, escreveu Zelensky. “Enquanto a Rússia aposta no terror contra o nosso setor energético, estamos trabalhando para garantir a resiliência da Ucrânia.”
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O ucraniano quer ampliar os laços com os EUA em outras frentes. Nesse sentido, deve propor o envio de novos sistemas antiaéreos e discutir investimentos norte-americanos no setor de energia.
A ligação entre Trump e Putin também abriu espaço para novos contatos diplomáticos. Segundo o Kremlin, os chanceleres Marco Rubio e Sergey Lavrov devem conversar nos próximos dias para preparar o encontro em Budapeste.




































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